O assessor de investimentos Elan Nascimento na coluna Economia, do programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão, falou do anúncio feito por Donald Trump na última quarta-feira (2), em relação ao “tarifaço” global sobre impostos de importação.
Elan explicou que o governo americano apresentou uma tabela com as tarifas que serão aplicadas aos parceiros comerciais dos Estados Unidos. “O anúncio foi batizado pelo presidente como o ‘Dia da Libertação’”, disse.
Segundo o colunista, tais taxas são tarifas recíprocas e que irão funcionar como uma forma de “retaliação comercial”. “Os Estados Unidos passarão a cobrar sobre importações estrangeiras o mesmo percentual de tarifas que esses países aplicam sobre os produtos americanos. É uma forma de cobrar do outro aquilo que o outro cobra de você. O Governo Trump alega que as tarifas recíprocas são a única maneira justa de fazer comércio, pois dessa forma ninguém sai prejudicado”, pontuou Elan.
Ele explicou que no anúncio feito por Trump, cerca de 180 países entraram no hall do “tarifaço”, e dentre eles, o Brasil. “A partir de sábado, dia 5, haverá uma tarifa de importação de 10% a todos os produtos oriundos do Brasil. Isso significa dizer que as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos serão taxadas em 10%”, detalhou o colunista, mas lembrou que há duas exceções: o petróleo e o aço, que continuam taxados em 25%, medida tomada por Trump em março.
Segundo Trump, o patamar de 10% é uma base, e tarifas mais elevadas estão sendo aplicadas a nações específicas. É válido destacar, segundo o assessor de investimentos, que a relação comercial entre os Estados Unidos e o Brasil é deficitária para o lado brasileiro. “Isso significa dizer que o Brasil compra mais dos Estados Unidos do que exporta para eles. De acordo com o governo federal, as exportações brasileiras para os Estados Unidos totalizaram 40,3 bilhões de dólares em 2024 e as importações foram de 40,6 bilhões de Dólares. Com isso, os Estados Unidos possuem um superávit comercial de 283 milhões de dólares”, detalhou.
“A avaliação geral é de que o Brasil, ele enfrentou um impacto relativamente menor com as tarifas recíprocas. Enquanto produtos brasileiros receberam essa tarifa de 10%, outros países, principalmente na Ásia, sofreram com alíquotas entre 25% e 49%. A possibilidade de futuras medidas tarifárias contra o Brasil ou outros países da América do Sul não foi completamente descartada, mas acredita-se que a partir de agora o anúncio de novas tarifações por parte do Governo Trump, serão mais pontuais”, destacou.
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