Skip to main content

Presidente nacional do PCdoB garante que não haverá ré de Inácio em Campina: “É pra valer”

A presidente nacional do PC do B, presidente nacional da federação partidária Brasil da Esperança (PT, PC do B e PV), e atual ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do governo Lula, Luciana Santos, cumpriu agenda política em Campina Grande, no último sábado (22), e reafirmou que o partido terá candidatura própria a prefeito na cidade sob o nome de Inácio Falcão.

“Na condição de presidente do partido e da federação, venho a Campina Grande pra dizer que a candidatura de Inácio Falcão é pra valer. Sabemos muito bem do potencial econômico e político de Campina Grande, cidade que foi decisiva em muitos momentos políticos da Paraíba, e precisamos fazer valer aqui um alinhamento com o que vivemos hoje no Brasil, que é um processo de reconstrução, através do governo Lula”, disse Santos.

Ainda segundo a dirigente comunista as inúmeras qualidades inerentes a Inácio Falcão, em seu mandato de deputado estadual, e ressaltou que ele é alguém com uma folha de serviços prestados ao povo de Campina Grande. “Não é à toa que em muitas pesquisas de opinião muitas vezes Inácio aparece em primeiro lugar”, afirmou Luciana ao destacar ainda que a recente decisão da direção nacional do PT, que anunciou apoio à pré-candidatura a prefeito do PSB em Campina Grande, e lembrou que a decisão final cabe à federação partidária.

“Eu tenho uma excelente relação com a presidente (do PT nacional) Gleisi (Hoffman), e nas discussões na federação sempre temos pensado em buscar convergências. Não tenho dúvidas que nós, no tempo certo, vamos garantir esse apoio a Inácio Falcão. É um processo de discussões, e é natural que haja opiniões divergentes, mas tenho certeza que vamos chegar a uma convergência, pela força da candidatura de Inácio Falcão”, finalizou.

Inacio agradeceu ao apoio público da dirigente de seu partido à sua pré-candidatura, ressaltou que pretende dialogar com o pré-candidato Jhony Bezerra, do PSB, em vista de uma unificação das oposições.

PB Agora

Análise: campo reduzido e ferrolho da Costa Rica deixam o Brasil encaixotado e carente de soluções

Defesa da Costa Rica abraça Vini Jr no jogo contra o Brasil — Foto: Pedro Martins / Foto FC

Não tem como fazer uma análise justa do empate entre Brasil e Costa Rica, pela primeira rodada do Grupo D, sem deixar claro o quanto os campos reduzidos da Copa América prejudicam a seleção brasileira e favorecem equipes que entram em campo para se defender.

Os 100m x 64m do estádio de Los Angeles (5m x 4m a menos do que o padrão Fifa) colaboraram para que o ferrolho costarriquenho encaixotasse um Brasil que teve nítida dificuldade nas tomadas de decisão. Por mais balançasse o campo girando a bola de um lado para o outro, a equipe não encontrava espaços e se via invariavelmente com dois marcadores no cangote. A Costa Rica baixava o bloco e forçava que o jogo fosse disputado em praticamente um terço do gramado já reduzido.

Os chutes de média distância pareciam uma alternativa óbvia, mas foram pouco utilizados. Não por acaso, foi dessa maneira que Lucas Paquetá e Guilherme Arana levaram mais perigo ao gol de Sequeira. Os apenas três chutes na direção do gol em 19 finalizações evidenciam o quanto faltou refino para o Brasil na fase ofensiva.

A Costa Rica até que tentou subir a marcação nos minutos iniciais e logo percebeu que não daria muito certo. A Brasil conseguia sair da pressão, apesar de faltar velocidade na transição para chegar ao ataque – com exceção a bons passes longos de Bruno Guimarães pela direita.

A partir dos 20 minutos, o rival estacionou um ônibus na frente da área com uma linha de cinco, e o Brasil se debruçou no campo de ataque. Domínio absoluto, volume de jogo também, mas que, paradoxalmente, favorecia as ações defensivas.

A Seleção abusou da tentativa de construção pelo lado esquerdo. Vini e Arana, no entanto, não viveram boa noite e as ações ficavam travadas diante da forte marcação do adversário. O gol de Marquinhos após cobrança de falta sofrida por Vini seria a senha para obrigar a Costa Rica a se expor um pouco mais, só que o VAR anulou corretamente.

O perde e pressiona da Seleção funcionou bem. Bruno Guimarães e, principalmente, João Gomes mordiam a partir da intermediária ofensiva e a Costa Rica praticamente não conseguia trocar passes. O espaço reduzido (sempre ele), por sua vez, minava a criação brasileira.

Dorival Júnior sacou Vini e Raphinha, colocou Endrick e Savinho, e o jogo pelo lado direito fluiu com a dobradinha do atacante do Girona e Danilo. Com a entrada de Martinelli no lugar de João Gomes, o Brasil finalmente tirou a sobra da defesa costarriquenha e pressionou praticamente em um 3-2-5. Bons momentos, mas que não foram suficientes.

Seja pelas dimensões reduzidas do gramado, pela falta de velocidade no giro da bola ou por não arriscar tanto de fora da área, o Brasil ficou amarrado e não saiu do zero. Fica de lição para a sequência de uma Copa América onde não dá mais para errar. O problema está aí, restam três dias para encontrar soluções e “inventar” espaços.

COM INFORMAÇÕES GLOBO

Quadrilhas juninas são reconhecidas manifestação da cultura nacional

Dança tradicional dos festejos juninos, a quadrilha foi reconhecida, nesta segunda-feira (24), Dia de São João, manifestação da cultura nacional. Parte essencial de uma das festas populares mais fortes no Brasil, o bailado trazido por europeus no século 19 ganha as quadras de todo o país neste mês de junho, em homenagem aos santos Antônio, Pedro e João.

A lei 14.900, publicada no Diário Oficial da União, adicionou a quadrilha ao texto de uma lei sancionada em 2023, que já reconhecia os festejos juninos. Além dos pratos tradicionais, a fogueira e as apresentações das danças típicas compõem as festividades, responsáveis por movimentar o turismo e aquecer a economia nesta época do ano.

De acordo com o Ministério do Turismo, as festas populares devem mobilizar mais de 21,6 milhões de pessoas, sendo que grande parte seguirá em direção ao Nordeste, onde a tradição ganha dimensões expressivas, como no município de Caruaru, em Pernambuco. Ali, são esperadas mais de 4 milhões de pessoas em 72 dias de arrasta-pé. A expectativa é que a quadra junina impacte a economia local em R$ 700 milhões.

Em Campina Grande, na Paraíba, são esperadas 3 milhões de pessoas em 33 dias de festa, onde ocore a maior competição de quadrilhas do país. Ceará e Bahia aparecem logo em seguida como os estados do Nordeste de festejos mais populosos, com públicos esperados de 2 milhões e 1,5 milhão respectivamente.

Já no Sudeste, Minas Gerais tem expectativa de um aumento de 20% dos participantes nas celebrações populares em diversos municípios, atingindo um público de 3 milhões de pessoas em dois meses. Em São Paulo, o arrasta-pé deve movimentar 500 mil participantes, em 300 municípios, informa o Ministério do Turismo.

Na Região Norte, a capital de Roraima, Boa Vista, promete mobilizar 370 mil pessoas e movimentar R$20 milhões. Já em Palmas, no Tocantis, 60 mil pessoas devem celebrar os santos, em cinco dias de festa do tradicional Arraiá da Capital.

Transformação
Com origens em bailes ocorridos nos palácios da França, onde os nobres dançavam em quatro duplas organizadas de forma retangular – daí o nome quadrille, em francês – a dança foi introduzida no Brasil no século 19. Com o passar dos anos, e a popularização da dança, agregou elementos culturais brasileiros relacionados às tradições rurais, como as vestimentas utilizadas pelos caipiras.

Em algumas regiões do Brasil, como no Maranhão, a dança ganha ainda a força do folclore, com a absorção de elementos do Bumba Meu Boi.

Agência Brasil

Prefeitura de Livramento recebe nota máxima “A” da Secretaria do Tesouro Nacional, pelo segundo ano consecutivo

A Prefeitura de Livramento recebeu nota máxima “A”, da Secretaria do Tesouro Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda do Governo Federal, quanto à capacidade financeira. O resultado do ranking da qualidade da informação contábil, que analisa as informações contábeis enviadas referente ao exercício de 2023, foi publicado nesta terça-feira (18).

É o segundo ano consecutivo da conquista da nota mais alta, isso mostra um reconhecimento à qualidade das contas públicas e ao equilíbrio fiscal da gestão do prefeito Nananda Barbosa.

Na prática, o resultado atesta a excelente gestão financeira de Livramento, mostrando que a cidade tem recursos suficientes em caixa para cumprir com as suas obrigações financeiras e realizar investimentos.

O prefeito de Livramento, Nananda Barbosa, em contado com a reportagem do De Olho no Cariri, comemorou o resultado.
“Essa avaliação fala por si só e mostra uma excelência fiscal, um cuidado com o dinheiro público. Diariamente realizamos um árduo trabalho de garantir o equilíbrio das contas públicas, priorizando investimentos com foco no cuidado com as pessoas e assim continuaremos. É muito importante ver que o trabalho das nossas equipes de gestão tem esse notório reconhecimento de um órgão tão importante como o Tesouro Nacional. Com muito zelo e responsabilidade, estamos fazendo entregas e ofertando serviços de qualidade aos cidadãos livramentenses”. Disse o gestor.

De Olho no Cariri

Executiva Nacional do PT oficializa apoio a Jhony Bezerra em Campina

A Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores oficializou, nesta segunda-feira (17), o apoio do partido à pré-candidatura do ex-secretário de Saúde do Estado, Jhony Bezerra (PSB), à Prefeitura de Campina Grande.

A decisão foi divulgada hoje através de um documento emitido pela legenda, onde mostra como a sigla vai se comportar em municípios com mais de 100 mil habitantes, como é o caso de Campina.

“A direção municipal fica autorizada a concluir as negociações, onde for necessário, para a indicação dos nomes para concorrer aos cargos de vice e para eventuais ajustes na chapa de candidaturas proporcionais, conforme o número de vagas definidas pelo PT no âmbito da Federação e para cumprir a cota de gênero. Em caso de substituição de candidatos já homologados por renúncia, morte, inelegibilidade, indeferimento ou cancelamento de registro, a Comissão Executiva Municipal, em conjunto com o GTE Nacional, comunicará a escolha dos substitutos(as)”, afirma o documento.

Jhony havia se reunido, na semana passada, com o então pré-candidato a prefeito de Campina pelo PT, Márcio Caniello, para avaliar a situação política no município.

Na oportunidade, ambos destacaram a necessidade de união das oposições para disputar o comando da gestão da Rainha da Borborema contra Bruno Cunha Lima (União).

Mais PB

Coqueluche tem aumento de casos no Brasil e no mundo; veja sintomas e prevenção

Legenda: Imunização infantil é a principal forma de prevenir a coqueluche
Foto: Freepik

coqueluche, doença bacteriana prevenível por vacina, voltou a deixar o mundo em alerta. Ao menos 17 países da União Europeia registram aumento de casos: em todo o ano passado, foram notificadas 25,1 mil ocorrências no continente; só entre janeiro e março deste ano, foram mais de 32 mil. A maior incidência ocorre em crianças menores de 1 ano, seguidos pelos grupos de 5 a 9 anos e de 1 a 4 anos.

Na Ásia, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China informou que, em 2024, foram notificados 32.380 casos e 13 óbitos por coqueluche, até fevereiro.

Na América do Sul, a Bolívia também registrou surto da doença, com 693 casos confirmados de janeiro a agosto de 2023, sendo mais de 60% em menores de 5 anos. O país também contabilizou oito óbitos.

No Brasil, o último pico epidêmico de coqueluche ocorreu em 2014, quando foram confirmados 8,6 mil casos. De 2015 a 2019, o número de casos confirmados oscilou de 1,5 mil a 3,1 mil. A partir de 2020, houve redução significativa de casos, associada ao isolamento social pela Covid-19.

De 2019 a 2023, todas as 27 unidades federativas notificaram casos. Os Estados com mais registros foram:

No mesmo intervalo, foram registradas 12 mortes pela doença, sendo 11 em 2019 e uma em 2020.
Em 2024, a Secretaria de Saúde de São Paulo notificou 139 casos de coqueluche de janeiro até o início de junho, um crescimento de 768,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, com apenas 16 registros.

O QUE É A COQUELUCHE

A doença respiratória é causada pela bactéria Bordetella pertussis e também conhecida como tosse comprida. A infecção provoca crises de tosse seca, mas a doença pode atingir também traqueia e brônquios. Os casos tendem a se propagar em épocas de clima ameno ou frio, como primavera e inverno.

Bebês menores de 6 meses podem apresentar complicações pela coqueluche e o quadro pode levar à morte.

O Ministério da Saúde alerta que um adulto, mesmo tendo sido vacinado quando bebê, pode se tornar suscetível novamente à coqueluche, já que a vacina pode perder o efeito com o passar do tempo.

A transmissão ocorre, principalmente, pelo contato direto do doente com uma pessoa não vacinada por meio de gotículas eliminadas por tosse, espirro e ao falar, além do toque em objetos contaminados com secreções.

Os sintomas da coqueluche se dividem em:

Normalmente, os sinais e sintomas da coqueluche duram entre seis e dez semanas.

EXISTE VACINA CONTRA COQUELUCHE

Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de prevenção da coqueluche é a vacinação de crianças menores de 1 ano, com a aplicação de doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos.

Gestantes e puérperas e profissionais da área da saúde também tem indicação de imunização.

O esquema vacinal primário é composto por três doses, aos 2 meses, aos 4 meses e aos 6 meses, da vacina pentavalente. Em seguida, são aplicadas doses de reforço com a vacina DTP, conhecida como tríplice bacteriana.

Para gestantes, recomenda-se uma dose da vacina dTpa tipo adulto por gestação, a partir da vigésima semana. Para quem não foi imunizada durante a gravidez, a orientação é administrar uma dose da dTpa no puerpério, o mais rápido possível.

Há cinco anos, a vacina dTpa também passou a ser indicada também a profissionais da saúde, parteiras tradicionais e estagiários da área da saúde atuantes em unidades de terapia intensiva (UTI) e unidades de cuidados intensivos neonatal convencional (UCI) e berçários.

NOVOS PÚBLICOS PARA A VACINA

Em meio aos surtos, o Ministério publicou neste mês de junho uma nota técnica em que recomenda ampliar a vacinação contra a doença no Brasil. A pasta pede que estados e municípios fortaleçam ações de vigilância epidemiológica para casos de coqueluche.

O documento amplia a indicação de uso da dTpa (que combate difteria, tétano e coqueluche) para trabalhadores da saúde que atuam em serviços de saúde públicos e privados, ambulatorial e hospitalar, com atendimento em ginecologia e obstetrícia; parto e pós-parto; UTIs e UCIs, berçários (baixo, médio e alto risco) e pediatria.

Doulas e trabalhadores que atuam em berçários e creches onde há atendimento de crianças com até 4 anos também devem ser imunizados.
Pessoas com o esquema vacinal completo devem receber uma dose da dTpa, mesmo que a última imunização tenha ocorrido há menos de dez anos. Aqueles que têm menos de três doses administradas devem receber uma dose de dTpa e completar o esquema com uma ou duas doses de dT.

COM INFORMAÇÕES DIÁRIO DO NORDESTE

PCC: ‘Para sair do Brasil, preciso de asilo político e um meio de subsistência’, afirma promotor ameaçado pela facção

Os mais duros golpes do poder público contra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) tiveram o dedo do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de Presidente Prudente, do Ministério Público de São Paulo (MPSP). Em 20 anos de atuação, ele é o rosto do combate à facção nascida nas cadeias paulistas. Defendeu sozinho a decisão de transferir toda a liderança para o sistema penitenciário federal, mais rigoroso, uma aposta para quebrar a cadeia de comando. Mais recentemente, tornou público um áudio em que a autoridade máxima do PCC chamava um comparsa de “psicopata”, episódio que acabou por provocar um racha sem precedentes na cúpula do bando.

Com mais de uma dezena de planos de morte contra ele, Gakiya anda diariamente acompanhado por um séquito de seguranças, tem curso de tiro e carro blindado. A três anos de se aposentar, afirma que não vê outro caminho para ele que não ir embora do Brasil. Por aqui, a legislação do país não lhe assegura, por exemplo, a manutenção de sua segurança depois de deixar o cargo.

— Minha situação é muito frágil. Agora, para eu sair do Brasil, preciso de duas coisas: conseguir asilo político em algum país e um meio de subsistência. Não tenho como dividir minha aposentadoria por seis [a taxa de câmbio], para viver dignamente fora do Brasil. Tudo isso me faz ter um futuro muito incerto — lamentou.

Gakiya experimentou a escolta policial ainda em 2005, depois de os chefes do PCC o decretarem à morte pela primeira vez. A situação piorou em 2018, quando foi alvo de nova ordem de assassinato. Naquele ano, a polícia apreendeu duas cartas cifradas na saída da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, onde estavam detidos os chefes da facção. Atribuídas à cúpula do PCC, as mensagens sugeriam que os bandidos já haviam levantado a ficha de Gakiya, a quem se referiam como o “frango japonês”.

A ameaça era uma resposta ao pedido de transferência da cúpula do PCC para o sistema federal. Seria a primeira vez que Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como autoridade máxima da facção, ficaria não só distante de seu estado de origem e berço da organização criminosa, mas também de sua família. Na avaliação de Gakiya, seria a única forma de efetivamente isolar os presos mais perigosos. Nas cadeias de São Paulo, mesmo nos presídios rigorosos, eles faziam contato rápido via advogados e parentes.

— A gente tentou, desde 2006, isolar esses presos sem sucesso. O estado de São Paulo tinha receio de que houvesse novos ataques, e que isso pudesse complicar a situação política de governadores e secretários — ponderou Gakiya.

A situação mudou com a notícia do terceiro plano de resgate de Marcola. Segundo ele, o plano envolveria a participação de 80 mercenários, ex-militares africanos e ladrões de Novo Cangaço, a modalidade conhecida por tomar cidades com armamento pesado e assaltar bancos.

Para impedir o resgate, a pacata Presidente Venceslau foi tomada por mais de 200 policiais de batalhões especializados. Um caminhão do Batalhão de Choque — o chamado Guardião, versão paulista do carioca Caveirão, trazido de Israel e que suporta tiros de fuzil — se posicionou na entrada. Por determinação judicial, o aeroporto foi fechado. Relatos fantasiosos de explosões em agências bancárias, postos de combustível e na Santa Casa deixaram a população em pânico.

Num primeiro momento, o caos generalizado foi suficiente para Gakiya convencer alguns secretários de Estado sobre a necessidade da remoção da cúpula para o sistema federal. Mas era ano eleitoral, e o argumento da possibilidade de uma retaliação do crime organizado, aos moldes dos ataques de 2006, pesou. O governador em exercício e candidato à reeleição na época, Márcio França (PSB), hoje ministro do Empreendedorismo, não só mudou de ideia como tentou demover o promotor, segundo o próprio.

— Fiquei num dilema, a cidade cercada pela polícia… No final de novembro de 2018, fiz o pedido e, de alguma maneira, isso vazou. Aí minha vida se tornou um inferno — lamentou. — Quando assinei este pedido sozinho, sabia exatamente que estava colocando a minha vida em risco para o resto da minha existência. Venho sendo alvo de planos para me matar desde então.

A expressão “resto da existência”, nesse caso, não é mera figura de linguagem. Para reforçar o quão delicada é sua situação, Gakiya recorda do caso de um diretor da Casa de Custódia de Taubaté morto pela facção mesmo anos depois da aposentadoria. Apesar do ônus pessoal, ele diz não se arrepender da decisão.

— Faria tudo de novo. Primeiro, o que a gente pretendia? A quebra da cadeia de comando, e isso a gente conseguiu, tanto que eles tiveram de passar a liderança para a rua. Segundo ponto, em decorrência do isolamento, haveria disputa interna pelo poder, isso era esperado e natural. Aconteceu com outras máfias — enumerou.

PCC: “Minha situação é frágil”, afirma inimigo número um da facção

Foto do algoz

 

Gakiya entrou para o Ministério Público em 20 de dezembro de 1991, um dia antes de completar 25 anos, um “presente de aniversário”. No começo da carreira, a iminência da morte o apavorava tanto que ele passou a carregar em seu carro a fotografia de um de seus algozes, para tentar reconhecê-lo na rua.

Durante 20 anos à frente das comarcas de Presidente Bernardes e Presidente Venceslau, assistiu ao rápido controle do PCC nas cadeias paulistas. Foi convidado para assumir o Gaeco em 2008, onde se tornou peça chave do sistema penitenciário. Já chegou a sugerir à Secretaria de Administração Penitenciária para transferir 40 presos da noite para o dia para o sistema “não virar”, gíria para rebeliões. O reconhecimento o levou, em janeiro de 2017, a uma reunião com o presidente Michel Temer no auge da crise penitenciária.

Ao longo da carreira, Gakiya também acumulou decepções. Teve um difícil revés ao perder um amigo para o crime, o juiz José Antonio Machado Dias, assassinado pelo PCC devido a seu perfil linha-dura. Seu maior desgosto profissional poderia ter sido seu maior êxito. Durante dois anos e meio, Gakiya e outros 21 promotores conduziram o que ele define como a maior investigação da história do MP paulista. Em setembro de 2013, denunciaram à Justiça 175 membros da facção por formação de quadrilha. A Justiça, sob o argumento de que já havia passado tempo demais, indeferiu os pedidos. A peça de 876 páginas é tratada com a deferência de um livro de autoria própria.

Até tempos atrás, Gakiya só atuava nos bastidores. Quando o tom das ameaças subiu, percebeu que a publicidade poderia protegê-lo. Consultou primeiro a família, depois o procurador-geral. Em 2016, concedeu sua primeira entrevista.

Uma de suas investigações rendeu a Marcola uma pena de mais de 30 anos de prisão. Não foi suficiente para conter a facção, hoje a maior do Brasil, com faturamento de US$ 1 bilhão e membros espalhados por 24 países. Com a parceria de mafiosos estrangeiros, o PCC já consegue enviar drogas para os cinco continentes. O próprio Gakiya faz um mea-culpa sobre a incapacidade do estado — MP incluído — de acabar com o comando de Marcola, que começou em 2002.

Recentemente, o promotor fez uma jogada com o intuito de, finalmente, tentar enfraquecer seu algoz. Gakiya alertou o Ministério Público Federal sobre uma fala infeliz de Marcola gravada durante um atendimento médico em julho de 2022. Na ocasião, o líder do PCC disse a um funcionário da Penitenciária Federal de Porto Velho que seu comparsa Roberto Soriano, o Tiriça, apontado pela polícia como um dos mais violentos integrantes da sintonia final do PCC, era um “psicopata”. A gravação foi usada pelo MPF contra Soriano no processo em que ele era acusado da morte de uma psicóloga da Penitenciária Federal de Catanduvas (PR), em 2017. Soriano acabou condenado e o episódio deflagrou um racha sem precedentes na cúpula do PCC.

— O Marcola sabia bem o que estava falando, só não esperava que o Soriano teria ciência disso, pensou que ficaria interno. Eu inclusive sou um dos responsáveis [por divulgar essa informação]. Eu avisei o MPF que existia essa gravação em Porto Velho do Marcola fazendo referência ao Soriano ser psicopata. Não digo que ele foi condenado por causa da gravação, mas ela foi uma prova importante — afirmou Gakiya.

O GLOBO

Alunos da Rede Municipal de Monteiro garantem vagas no JEB´s – Jogos Escolares do Brasil

Dois alunos atletas da Rede Municipal de Ensino, Joyce Kamilly e Pedro Felipe, ambos de 14 anos, venceram a etapa estadual dos Jogos Escolares, realizada neste sábado em João Pessoa.

 

Joyce e Pedro são alunos da Escola Laura Alves de Sousa, localizada na comunidade Santa Catarina, zona rural de Monteiro.

 

Joyce conquistou a medalha de ouro nos 80 metros e a medalha de prata nos 150 metros. Pedro Felipe, por sua vez, na categoria masculina, conquistou a medalha de ouro no salto em distância. Além disso, ele garantiu o terceiro lugar na corrida de 150 metros, conquistando a medalha de bronze.

 

O professor Arquimendes, treinador dos jovens atletas, destacou que é a 2ª vez que Joyce vai disputar os JEB´s, maior competição escolar do país.

 

“Ver Joyce e Pedro alcançarem esses resultados é uma grande alegria. Eles têm se dedicado muito nos treinos e vão levar o nome de Monteiro para todo o Brasil. É um orgulho para nossa cidade e uma inspiração para todos os nossos alunos”, disse o treinador.

 

EM BUSCA DE MAIS UMA CONQUISTA

A jovem prodígio Joyce Kamilly, embarca no próximo final de semana, mais uma vez para João Pessoa, ao lado de suas companheiras da equipe de futsal categoria A feminina, para disputar as finais dos Jogos Escolares Paraibanos, após ter conquistado recentemente a etapa interregional, realizada em Patos.

 

O professor Arquimendes afirmou que é mais um desafio dificílimo, mas, que as atletas vão em busca do resultado positivo com muita humildade e com muita vontade de representar bem Monteiro.

OPIPOCO

Percentual de famílias endividadas no Brasil tem maior nível desde 2022; índice é de 78,8%

Imagem ilustrativa (Foto: Reprodução)

O percentual de famílias endividadas no Brasil subiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 78,8% em maio deste ano. Em abril, a taxa era de 78,5%, enquanto que, em maio de 2023, a proporção de endividados era de 78,3%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Com o resultado de maio, divulgado hoje (10) no Rio de Janeiro pela CNC, o percentual de famílias com dívidas no país atingiu o maior patamar desde novembro de 2022. A pesquisa considera endividados aqueles que possuem qualquer dívida, ainda que ela não esteja em atraso, como, por exemplo, compras no cartão de crédito ou financiamentos.

Para a CNC, o dado mostra que as famílias continuam aumentando sua demanda por crédito, aproveitando o menor custo com os juros. A meta da taxa básica de juros (Selic) vem caindo a cada reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), desde agosto do ano passado (quando recuou de 13,75% para 13,25%). Atualmente, está em 10,50%.

O percentual de famílias que se consideram muito endividadas chegou a 17,8% em maio último, acima dos 17,2% de abril.

Já as pessoas com dívidas ou contas em atraso são consideradas inadimplentes. O percentual de inadimplência entre as famílias brasileiras ficou em 28,6% em maio deste ano, o mesmo nível de abril, mas abaixo dos 29,1% de maio do ano passado.

Entre o total de famílias, aquelas que não terão condições de pagar suas dívidas, o percentual ficou em 12% em maio, abaixo dos 12,1% do mês anterior, mas acima dos 11,8% de maio de 2023.

Dívidas
Entre os fatores de endividamento das famílias destacam-se o cartão de crédito, (86,9% dos casos), os carnês (16,2%) e o crédito pessoal (9,8%). Um dos destaques positivos foi o cheque especial, que estava presente nas dívidas de apenas 3,9% das famílias, o menor percentual desde o início da pesquisa em 2010.

A previsão da CNC é que o percentual de endividados siga crescendo até dezembro, quando deverá atingir a parcela de 80,4%.

Agência Brasil

Cantor Gusttavo Lima doa casa para família em Campina Grande e caso repercute nacionalmente

No último sábado (8/6), Gusttavo Lima e uma a agencia de apostas promoveram um gesto de solidariedade em um dos bairros de Campina Grande. O cantor visitou uma família prestes a ser despejada e doou R$ 10 mil e uma casa para eles.

Emocionados Vanessa e Leonardo, moradores da região, receberam o cantor em sua residência e compartilharam sua história de desafios e esperanças, destacando as dificuldades que enfrentam no dia a dia.

A visita de Gusttavo Lima e sua doação trouxeram um novo horizonte à família. O encontro foi mais do que uma simples ação de caridade, foi a materialização de um sonho. A iniciativa de Gusttavo Lima e da casa de apostas repercutiu nacionalmente, chegando a coluna de Leo Dias.

PB Agora