As novas tarifas de importação anunciadas por Donald Trump entram em vigor neste sábado (5) e prometem provocar impacto global. Entre os alvos do chamado “tarifaço” está o Brasil, que terá alíquotas de 10% sobre todos os produtos exportados aos Estados Unidos.
No total, mais de 180 países e regiões serão afetados, incluindo China (34%), União Europeia (20%), Coreia do Sul (25%) e Japão (24%). A medida foi anunciada na última quarta-feira (2), durante um discurso do ex-presidente republicano intitulado como o “Dia da Libertação”.
Segundo Trump, o objetivo é “declarar a independência econômica dos EUA” ao reduzir a dependência de produtos estrangeiros e priorizar o consumo interno. “É a nossa declaração de independência econômica”, afirmou Trump ao anunciar as tarifas.
O ex-presidente tem defendido políticas protecionistas como forma de fortalecer a indústria nacional, gerar empregos e reduzir o déficit comercial dos EUA. Além disso, Trump também enxerga as tarifas como instrumento de barganha diplomática, especialmente em temas como segurança nas fronteiras e combate ao tráfico de drogas.
Apesar do discurso positivo de Trump, economistas e analistas de mercado alertam para os efeitos colaterais negativos das novas tarifas. O principal risco apontado é o de pressão inflacionária dentro dos próprios Estados Unidos.
De fato, as reações já começaram. Após o anúncio das tarifas, os principais índices das bolsas nos EUA, Europa e Ásia registraram quedas significativas. A China, por exemplo, já respondeu às medidas americanas, com o aumento da tarifa para 34% sobre produtos dos EUA.
Para o Brasil, a tarifa de 10% sobre todas as exportações deve afetar setores como agronegócio, siderurgia e manufaturados. Além de prejudicar o comércio bilateral, a medida pode gerar efeito cascata sobre o câmbio e encarecer produtos importados e insumos industriais.
Analistas brasileiros avaliam que o tarifaço de Trump, se mantido, pode exigir revisões na política cambial e monetária. Caso o dólar se fortaleça globalmente, o Brasil pode ter que elevar juros para conter a inflação e estabilizar a moeda.
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