Escondido nos Estados Unidos, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais para dizer que seria contrário ao projeto de lei que permite ao Brasil retaliar as novas tarifas impostas pelo governo estadunidense. A proposta, aprovada no Senado com apoio de aliados de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
“Temos que analisar a causa disso tudo: socialistas, como Lula, acreditam em governos gigantescos”, afirmou o fugitivo, ignorando que diversos países desenvolvidos enfrentam medidas similares dos EUA.
O ex-parlamentar também questionou a disparidade tributária entre os países: “Por qual motivo Trump iria aceitar que um produto americano pague em média cerca de 60% de imposto entrando no Brasil, mas o produto brasileiro – entrando nos EUA – pague cerca de 5% desse mesmo imposto? Não soa razoável e equilibrado essa relação econômica”.
Em sua análise rasa, Eduardo minimizou o impacto das novas tarifas estadunidense, classificando-as como mera “reciprocidade”: “Não é retaliação, isso se chama reciprocidade. Os EUA vão apenas elevar suas tarifas para os mesmos patamares das tarifas que eles já pagam hoje para entrar no Brasil”.
“Para o Brasil tratar isso como uma guerra comercial e revidar contra a maior economia do mundo (nosso 2º maior parceiro comercial), seria preciso criar uma carga tributária ainda maior, o que faria, na sequência, os EUA adotarem o mesmo por reciprocidade”, argumentou o filho “03” do ex-presidente.
Gostaria de fazer considerações importantes sobre o projeto de lei da Senadora Tereza Cristina.
Claro que seria mais confortável, para mim, aderir a narrativa do estadista imparcial que une direita e esquerda contra um inimigo externo, mas nem sempre o caminho mais suave é o… https://t.co/SVl2WqA4KR pic.twitter.com/BYKEBIbwVx
— Eduardo Bolsonaro
(@BolsonaroSP) April 2, 2025
Ainda em defesa dos Estados Unidos, em detrimento dos interesses comerciais do Brasil, o ex-deputado aproveitou para criticar a estrutura fiscal do país.
“Essa guerra não é nossa, não vamos defender a mentalidade tributária socialista, sob a falsa bandeira da proteção da indústria nacional”, disse, acrescentando: “Nosso país está no limite da carga tributária. O povo já não aguenta mais a parasitação estatal via tributo. O hospedeiro está preste a morrer”.
Ignorando que abriu mão de seu mandato para morar nos EUA, Eduardo ainda explicou como votaria se ainda estivesse no exercício do mandato: “Por esses motivos, eu votaria contra o projeto de lei que chegou hoje na Câmara dos Deputados, que manda a mensagem de início de uma guerra comercial contra os EUA”.
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