A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) criticou o relatório do processo contra Glauber Braga (PSOL-RJ), seu marido, no Conselho de Ética da Câmara e afirmou que o documento já estava pronto para “perseguir” o parlamentar. Pablo Magalhães (PSD-BA) se manifestou a favor da cassação do mandato do psolita.
“O relator votou pela cassação do mandato de Glauber no Conselho de Ética. Um relatório que já estava pronto, encomendado para perseguir um parlamentar combativo. Enquanto isso, criminosos como Brazão e Zambelli contam com a impunidade e anuência da Câmara. Vamos seguir a luta contra esse absurdo!”, afirma a parlamentar.
Ela ainda cita os casos do ex-deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) e da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). O relator do processo contra Glauber se absteve na votação do Conselho de Ética, em agosto passado, que aprovou a cassação do acusado de ser um dos mandantes da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.
Zambelli, por sua vez, é julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. A Corte já formou maioria na última semana para condenar Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto e à perda de mandato, mas a Câmara só deve analisar sua cassação em 2026.
O relator votou pela cassação do mandato de Glauber no Conselho de Ética. Um relatório que já estava pronto, encomendado para perseguir um parlamentar combativo. Enquanto isso, criminosos como Brazão e Zambelli contam com a impunidade e anuência da Câmara. Vamos seguir a luta…
— Sâmia Bomfim (@samiabomfim) April 2, 2025
O relator do caso de Glauber afirmou que ele teve uma conduta irregular ao expulsar da Câmara, em abril de 2024, um militante do MBL (Movimento Brasil Livre) que o atacou com provocações, acusações e xingou sua mãe. Na ocasião, o parlamentar empurrou o membro do grupo para fora da Casa Legislativa por uma das portas laterais e a cena foi testemunhadas por dezenas de pessoas.
Magalhães diz que Glauber “ultrapassou os limites do seu mandato” e “abusou das prerrogativas parlamentares” durante o episódio. “É necessário reconhecer que suas ações configuram conduta passível de punição, sendo apropriada, neste caso, a perda do mandato”, afirmou o relator.
O documento ainda será submetido à votação dos membros do Conselho de Ética, que podem rejeitar a sugestão. Glauber afirma que o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi responsável pelo relatório e que o documento “já estava comprado previamente”.
Conheça as redes sociais do DCM:
Facebook: https://www.facebook.com/diariodocentrodomundo
Threads: https://www.threads.net/@dcm_on_line