O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), disse, na manhã desta quarta-feira (02), que aguarda um desfecho judicial para dar prosseguimento à desapropriação do Hotel Tambaú, um dos principais cartões postais da Capital que está inoperante há anos.
A declaração de Lucena acontece depois da cobrança feita pelo presidente da Câmara Municipal, Dinho Dowsley (PSD), para que a gestão pessoense se tornasse proprietária do equipamento.
“Nós já fizemos a desapropriação em 2021 e agora estamos aguardando uma decisão da Justiça. Mas, a iniciativa da Câmara Municipal foi importante porque demonstra que a Câmara sabe da importância daquele equipamento para o desenvolvimento turístico. Estaremos buscando sensibilizar para que a gente possa trabalhar o Hotel Tambaú como mais um equipamento nesse momento tão importante da nossa cidade”, afirmou Cícero.
Desapropriação do Hotel
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Dinho Dowsley (PSD), apresentou um projeto para desapropriação do Hotel Tambaú em sessão desta terça-feira (1°). Na ocasião, ele exibiu imagens que mostravam o abandono do Hotel Tambaú, fechado desde 2006. Recentemente, o estabelecimento foi leiloado e é alvo de disputa judicial.
“O equipamento está servindo para bandidagem e uso de drogas lá dentro. À noite, não tem nenhuma segurança. Está abandonado. É um equipamento que era da cidade, foi entregue à iniciativa privada e a gente precisa dele para a cidade de João Pessoa. Não precisa ser um hotel, já temos muitos. Meu pedido ao prefeito Cícero Lucena é a desapropriação e entrega desse equipamento à população, com praças, quem sabe um aquário, preservando nossa cidade com toda a fauna, flora e beleza das praias. Apresentei hoje um Projeto de Indicação para a desapropriação”, anunciou o presidente.
Na justificativa do Projeto de Indicação, Dinho afirma que a iniciativa “é uma oportunidade de implementar uma política pública de maneira simplificada sobre a utilização daquela área que já foi tão relevante para João Pessoa, baseando-se nos princípios da melhoria da qualidade de vida e de tornar a cidade um lugar mais agradável para o convívio humano”.
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