A Corregedoria-Geral do Banco Central abriu uma sindicância para investigar o processo de fiscalização e liquidação do Banco Master. A apuração atende a uma determinação de Gabriel Galípolo, presidente da autarquia.
O procedimento foi aberto no final do ano passado, dias após a liquidação do banco de Daniel Vorcaro pelo BC. A investigação tramita em sigilo desde então.
A partir da ordem de Galípolo, a Corregedoria-Geral criou uma comissão formada por servidores para apurar o processo de fiscalização e liquidação do Master pelo BC. Fontes do BC afirmam que o setor tem autonomia para conduzir o processo, que não tem prazo para ser concluído.
Após a abertura da sindicância, Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC entre 2019 e 2023, foi afastado do cargo por determinação de Galípolo. Há cerca de dez dias, Souza pediu descomissionamento da função.
Em janeiro, Belline Santana, chefe do Departamento de Supervisão Bancária, foi afastado do cargo. Souza atuava como chefe adjunto no departamento. Belline solicitou descomissionamento da função nesta quarta-feira (28).
Não há acusações formais contra Souza e Belline até o momento. O BC informou que os dois servidores seguem trabalhando, mas não mais nos cargos de confiança em que atuavam.
Quem acompanha a investigação afirma que o objetivo é obter um panorama completo e detalhado do processo de liquidação do Master e, mais adiante, aprimorar regras e controles internos. Uma comparação que vem sendo feita é a de que se trata de um procedimento similar a investigações sobre queda de aviões.
Com CNN


