Segundo a AGU, a atuação de Janja tem caráter simbólico e representa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em compromissos de natureza cultural, social, cerimonial ou diplomática. No entanto, ela não pode assumir compromissos em nome do governo nem assinar documentos oficiais.
A AGU recomenda ainda que a Presidência da República estabeleça um fluxo interno para formalizar eventuais designações de Janja como representante simbólica, com a devida legitimidade e respaldo institucional.
A participação crescente de Janja na agenda oficial do presidente Lula gerou críticas e pedidos por maior transparência. Viagens internacionais, como a realizada para Roma em fevereiro — que custou pelo menos R$ 24 mil aos cofres públicos —, colocaram os gastos com a primeira-dama sob escrutínio público.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), chegou a sugerir em março a criação de um “cargo honorífico” para regularizar a atuação da primeira-dama. A proposta, no entanto, não foi oficializada.
Desde 2023, há cobranças por informações mais detalhadas sobre compromissos, deslocamentos e equipe de apoio da primeira-dama. Neste ano, Janja passou a divulgar sua agenda por meio de stories em sua conta oficial no Instagram, embora não tenha obrigação legal para isso.
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