A Procuradoria-Geral da República (PGR) vai se manifestar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Paulo Gonet, chefe do órgão, não pretende respaldar um pedido para prendê-lo preventivamente no momento.
Segundo a coluna de Juliana Dal Piva no ICL Notícias, a PGR vai se manifestar sobre um pedido feito pela vereadora Liana Cirne (PT), de Recife (PE). Ela solicitou a prisão preventiva do ex-presidente alegando que a medida é necessária para garantir a ordem pública.
A notícia-crime foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o ministro Alexandre de Moraes, relator de processos envolvendo Bolsonaro na Corte, pediu um posicionamento da PGR, medida de praxe no trâmite das ações.
A vereadora petista afirma que o ex-presidente tem usado suas redes sociais para instigar apoiadores. Ela aponta que Bolsonaro tem 26,3 milhões de seguidores só no Instagram e suas publicações “configuram tentativa inconteste de delito de obstrução da Justiça e incitação a novos atos que comprometam a ordem democrática, bem como coação no curso do processo”.
O ex-presidente se tornou réu na última semana por tentativa de golpe de Estado junto de sete aliados. A Primeira Turma do Supremo, por unanimidade, aceitou a denúncia da PGR contra ele. Se condenado, Bolsonaro pode ser preso por até 35 anos.
Bolsonaro participou do primeiro dia de julgamento no Supremo, mas desistiu de acompanhar a análise da Primeira Corte na segunda data reservada para o caso. Ele fugiu da Corte justamente por medo de ser preso após se tornar réu.
Apesar do temor do ex-presidente, membros de tribunais superiores avaliam que medidas cautelares, como prisão preventiva ou uso de tornozeleira eletrônicas, só serão decretadas se ele tentar interferir no andamento do processo.
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