A Justiça de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, manteve a prisão preventiva de Gabriel de Freitas, de 24 anos, acusado de cometer um duplo feminicídio no início de março. O caso envolveu o assassinato de sua companheira, Layane dos Santos, de 24 anos, e de sua madrasta, Natalícia dos Santos, de 42 anos, ambas mortas a facadas no sítio Cajazeiras Velha, na zona rural de Cajazeiras. O crime aconteceu na noite de 02 de março.
Em entrevista ao programa Olho Vivo, da Rede Diário do Sertão, a delegada Ana Valdenice, responsável pela investigação, trouxe detalhes sobre o caso e as últimas atualizações. Segundo ela, Gabriel se entregou à Polícia Rodoviária Federal (PRF), sendo posteriormente conduzido à Central de Polícia de Cajazeiras, onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva.
“Ele foi ouvido no inquérito policial e optou por permanecer em silêncio. Em seguida, foi submetido à audiência de custódia, onde o juiz das garantias decidiu manter sua prisão preventiva”, informou a delegada.
Layane, que era esposa de Gabriel, estava acompanhada de seu filho no momento do crime. A delegada também destacou a gravidade do caso, enfatizando que o duplo feminicídio foi cometido na presença de um descendente, o que pode agravar a pena de Gabriel.
“O artigo 121 prevê penas de 20 a 40 anos de prisão, mas, como o crime envolveu duas vítimas e foi cometido na presença de uma criança, esses aspectos serão considerados no tribunal do júri”, afirmou Ana Valdenice.
O inquérito policial está em fase de conclusão e, em breve, o caso será encaminhado ao Judiciário. A delegada também comentou sobre as possíveis implicações legais do crime. “A pena será determinada durante o tribunal, onde o conselho de sentença decidirá a culpa, e a dosimetria da pena ficará a cargo do juiz”, acrescentou.
DIÁRIO DO SERTÃO
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