Nesta quinta-feira (3), a União Europeia declarou que a nova onda de “tarifaços” anunciada pela gestão de Donald Trump, nos EUA, representa um “golpe na economia mundial”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a decisão do governo americano é “profundamente lamentável” e que o bloco está “preparado para responder”. Mesmo assim, disse que “ainda não é tarde demais” para buscar uma solução negociada.
“Estamos nos preparando para mais contramedidas, a fim de proteger nossos interesses e nossos negócios, caso as negociações fracassem”, afirmou. Para Von der Leyen, as barreiras comerciais impostas pelos EUA podem ampliar o protecionismo e gerar impactos negativos em todo o planeta. “A economia global sofrerá enormemente. A incerteza aumentará”, disse.
Ela ressaltou que o bloco europeu não aceitará práticas como o dumping e não está disposto a absorver o excesso de produção global: “Não há um caminho claro através da complexidade e do caos que está sendo criado, já que todos os parceiros comerciais dos Estados Unidos estão sendo afetados”.
Apesar da tensão, a presidente da Comissão Europeia defendeu a retomada do diálogo. “Há um caminho alternativo. Ainda não é tarde para tratar de nossas preocupações por meio de negociações”, afirmou. “Vamos passar da confrontação para a negociação.”
Tarifaço
Na quarta-feira (2), Trump anunciou tarifas sobre produtos de 25 países, com alíquotas variando conforme a relação comercial de cada nação com os EUA. A União Europeia foi alvo de uma tarifa de 20%, enquanto o Brasil enfrentou uma taxa de 10% sobre suas exportações.
No caso da União Europeia, a tarifa de 20% reflete as barreiras comerciais que, segundo Washington, prejudicam as exportações americanas para o bloco europeu. A decisão gerou preocupações sobre o aumento do protecionismo e possíveis retaliações.
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