Integrantes da base governista e da oposição devem adotar estratégias diferentes para acompanhar, nesta terça feira (25), o julgamento da denúncia contra Jair Bolsonaro.
O objetivo final, no entanto, é semelhante: monitorar — e instigar — debates nas redes sociais sobre o assunto.
Em reuniões internas, aliados do ex-presidente defenderam que um espaço seja usado como base para reunir políticos, advogados e assessores nos próximos dias.
A ideia é que, desses locais, o núcleo bolsonarista possa analisar falas de magistrados com potencial de corte e publicação na internet.
A sede do PL, em Brasília, e a liderança do partido na Câmara dos Deputados foram cotados para essa função. O martelo deve ser batido em reunião do partido na manhã desta terça.
Do lado petista, o planejamento leva em conta o uso da estrutura de transmissão da TV PT, onde a sessão será acompanhada em tempo real.
Sob a justificativa de “um momento histórico para o país”, integrantes da comunicação do partido preparam uma programação que deve contar com a análise de juristas convidados.
Nesse caso, o objetivo é contradizer o que afirma a defesa do ex-mandatário e apontar, a partir dos votos dos magistrados, que a denúncia tem ampla sustentação.
O presidente interino da legenda, Humberto Costa, e o secretário de comunicação, Jilmar Tatto, devem dar início aos trabalhos pela manhã, com discursos ao vivo transmitidos pela internet.