Final de janeiro de 2026, e as pesquisas de opinião seguem dominando o noticiário e disputando a atenção do eleitorado. Na Paraíba, o cenário não é diferente: o clima político começa a ganhar temperatura, mas sem grandes novidades.
O atual prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, mantém estabilidade nos números, liderando com 33% das intenções de voto. O jovem vice-governador do Estado, Lucas Ribeiro, aparece em seguida, com cerca de 18%, enquanto o senador Efraim Filho consolida-se na terceira colocação, com 14%. Em síntese, pouco ou quase nada mudou em relação às pesquisas mais recentes de 2025, conforme dados divulgados pelo PBAGORA/ANOVA (portal e instituto de pesquisa).
Mesmo registrando o maior índice de rejeição, segundo a pesquisa, Efraim Filho chama atenção pela resiliência eleitoral: seus 14% permanecem firmes. Qualquer deslize dos dois primeiros colocados pode abrir espaço para que ele alcance um patamar mais competitivo.
Ainda estamos a aproximadamente oito meses das eleições, cujo primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro deste ano. Cícero segue na dianteira e, ao que tudo indica, ainda não atingiu seu teto eleitoral, especialmente por sua habilidade em costurar alianças políticas.
Já Lucas Ribeiro deverá contar, a partir de abril, com a força total da máquina administrativa estadual. Além disso, o governador João Azevêdo tem se mostrado um verdadeiro padrinho político, oferecendo apoio explícito e consistente ao seu aliado.
A expectativa é que, por volta de julho, o tabuleiro político esteja mais claro, revelando o rumo de cada projeto e a direção que a governança da Paraíba tende a tomar. No entanto, o ciclo se repete: a cada dois anos, o mesmo ritual eleitoral; mal termina uma disputa, já se começa a articular a próxima no caso, as eleições municipais de 2028.
É como a cantiga da cigarra: constante, previsível, quase automática. E, na prática, as transformações reais na vida do povo seguem sendo mínimas.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro


