Nos bastidores do ato pró-anistia, marcado para esse domingo (6) na Avenida Paulista, em São Paulo, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estão causando uma disputa política para ver quem aparece mais ao lado do líder da extrema-direita. Deputados da oposição competem pelas valiosas vagas no carro de som onde estará o ex-presidente e o pastor Silas Malafaia, organizador do ato, durante a manifestação.
Segundo Bela Megale, no Globo, a presença no primeiro trio elétrico, que levará Bolsonaro, governadores e alguns poucos deputados selecionados, funciona como um termômetro político.
“O próprio Bolsonaro aprova os nomes que estarão no primeiro e no segundo carro”, revelou fonte próxima à organização do evento. Alguns parlamentares já foram “rebaixados” para o segundo veículo, mas só descobrirão a mudança ao chegarem no local.
Nos últimos dias, Malafaia anunciou que sete governadores confirmaram presença: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Cláudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG), Wilson Lima (União Brasil-AM), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Jorginho Mello (PL-SC) e Ratinho Júnior (PSD-PR).
“Não sou Deus para prever essas coisas”, disse Malafaia ao ser questionado sobre o possível tamanho da manifestação, com a pretensão de promover o maior ato desde os protestos pró-impeachment de Dilma Rousseff em 2015.
O ato é visto como estratégico pelos aliados de Bolsonaro, que acreditam que uma grande mobilização popular pode pressionar o Congresso a avançar com uma proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
O ex-presidente enfrenta atualmente um julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de crimes como tentativa de golpe de Estado e formação de organização criminosa.
A seleção dos parlamentares que acompanharão Bolsonaro no carro principal revela as mudanças na hierarquia do bolsonarismo. Enquanto alguns deputados mantêm seu status próximo ao ex-presidente, outros já sentem o esfriamento da relação. “Já tem deputado que foi ‘rebaixado’ para o trio número dois”, confirmou uma fonte da organização, que pediu anonimato.
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