O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já tem preparado o tom do seu discurso para o fim da sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) desta quarta-feira (26), caso seja tornado réu por tentativa de golpe de Estado, conforme informações do colunista Lauro Jardim, do Globo.
Confira o possível discurso:
”Trata-se da maior perseguição político-judicial da história do Brasil”;
”O objetivo é impedir que eu participe e ganhe a eleição presidencial de 2026”;
”Jamais um ex-presidente teve sua vida pessoal, financeira e política devassada de maneira vil e implacável como acontece comigo “;
”Minha família foi perseguida, investigada e tripudiada nos meios de comunicação. Hoje tenho um filho que é obrigado morar nos EUA tal o nível de perseguição que ele sofre”;
”Nunca desejei ou levantei a possibilidade da ruptura democrática”;
“Me afastei do país após a eleição porque entendi que seria o melhor para todos, inclusive para o candidato adversário. Não estava aqui no 8 de janeiro de 2023”;
”Todo o processo jurídico contra mim é uma aberração jamais vista. Pessoas são presas e coagidas a fazer delação premiada para salvar suas famílias”;
”A avaliação de uma denúncia contra um ex-presidente é feita por uma turma do STF e não pelo plenário da Corte. Na banca de julgadores, dois conhecidos desafetos meus e um terceiro elemento que foi advogado do meu adversário eleitoral em 2022”;
“Alexandre de Moraes, o relator do processo é, ao mesmo tempo, vítima, investigador e julgador de sua própria causa – outra aberração”;
“As ditas ‘provas’ de acusação se baseiam numa única delação premiada, com 11 versões”;
”Houve um total cerceamento da defesa. Soubemos das onze versões da delação premiada pelo seletivo vazamento da imprensa”:
”O pequeno prazo para a defesa analisar mais de 1,2 mil páginas é uma afronta ao direito de defesa”;
”Não promoveram nenhuma investigação mais profunda sobre a postura do general Gonçalves Dias, ministro-chefe do GSI do novo governo, homem de confiança do presidente recém-empossado, filmado indicando a saída dos invasores do Palácio do Planalto, conivente com os ‘atos de vandalismo’ no local”.
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