Os senadores Jorge Seif (PL-SC) e Rogério Carvalho (PT-SE), discutiram, nesta sexta-feira (28), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se o PL obstruir a pauta na Câmara dos Deputados é um aceno ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contra o Brasil.
A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disse à CNN que a ameaça do PL após Bolsonaro se tornar réu é colocar os interesses do ex-presidente à frente dos interesses nacionais.
Seif defende que a pauta não é em prol de Bolsonaro e sim humanitária.
“Nós temos hoje pessoas que foram presas sem que houvesse uma imagem, algumas sim cometeram vandalismo e não golpe de Estado e, claro, devem pagar pelos danos materiais que tiveram no patrimônio público, sem dúvida nenhuma. No entanto, foi uma prisão praticamente coletiva, nós lembramos bem do episódio. A questão de obstruir a pauta para que essa pauta humanitária seja uma prioridade para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal é muito importante”, opinou Seif.
“A deputada Gleisi não pode ter uma memória seletiva, quero lembrar a vocês que em 2005 quando começou o Mensalão, o Partido dos Trabalhadores fez diversas obstruções de pauta, quando teve o impeachment de Dilma Rousseff, de novo, várias obstruções”, prosseguiu.
Carvalho entende que o julgamento é individual e baseado na lei e nos tipos penais que foram infringidos.
“Acho que nós temos um problema maior que aconteceu no Brasil que foi a orquestração de golpe de estado e que é previsto em uma lei que foi aprovada pelo Congresso Nacional, pelo Senado da República, que é a lei do Estado Democrático de Direito, que prevê uma tipificação de penas para quem atenta contra a democracia”, defendeu Carvalho.
“É importante dizer que aquela prisão que houve, mais de 1.200 pessoas presas, metade fez acordo de não persecução criminal, a outra metade preferiu ir a julgamento. Dessa metade, 205 dos 497 que foram a julgamento tiveram uma pena de 14 anos e 257 de um ano. Apenas uma pessoa teve pena de 17 anos. Então, eu acredito que a gente precisa deixar a justiça trabalhar”, finalizou.