O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) insinuou, nesta sexta-feira (4), que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), estaria sendo pressionado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para não pautar o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.
Em entrevista à rádio Auriverde, Eduardo sugeriu que a mudança de posicionamento de Motta teria ocorrido após um encontro com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Hugo Motta, em bom português, está sendo ameaçado. Ele vai negar isso publicamente, claro, e deve fazê-lo, se for perguntado. Mas o que a gente viu foi que, antes do jantar dele com Alexandre de Moraes, a opinião dele era bem clara a favor da anistia. E ele segue a linha do Arthur Lira, que é de jogar para o plenário os temas polêmicos e deixa o plenário decidir”, disse.
Durante o discurso, Eduardo ainda afirmou que Motta estaria se comportando como um “esquerdista do Psol”.
“Depois do jantar com Alexandre de Moraes, ele mudou drasticamente. Ele tem falado basicamente igual um esquerdista do Psol, falando que é contra a anistia. Democracia e aquelas questões todas que nós já estamos acostumados a ouvir da boca de Lula e de outros puxadinhos ali do PT. Então eu acho que a pressão popular é o ingrediente fundamental. Sem pressão popular, não existe impeachment. Sem pressão popular, não existe anistia”, completou Bolsonaro.
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