Após iniciar 2025 com uma forte queda de popularidade e alcançar os piores índices de seus mandatos, o presidente Lula (PT) conseguiu conter a crise e teve uma leve recuperação na avaliação positiva de seu governo, segundo nova pesquisa do Datafolha.
A aprovação subiu de 24% em fevereiro para 29%. No entanto, ainda está abaixo dos 38% que consideram a gestão ruim ou péssima — número que era 41% na pesquisa anterior. Já a taxa dos que classificam o governo como regular permanece em 32%.
O DCM antecipou esta tendência com a análise da pesquisa Atlas no início desta semana, quando Lula teve a primeira queda na avaliação negativa nos últimos 5 meses.
Apesar da alta, o resultado atual é o segundo pior da gestão Lula 3, superando apenas os números de fevereiro. Nos levantamentos anteriores, a taxa de aprovação costumava ser, pelo menos, numericamente superior à reprovação. Em dezembro, por exemplo, a aprovação era de 35% contra 34% de reprovação.
Questionados sobre a aprovação geral do governo, o cenário mostra empate técnico: 49% desaprovam, 48% aprovam, e 3% não souberam opinar.
Mesmo com a melhora desde fevereiro, a expectativa em relação ao futuro do governo não melhorou: 35% acham que Lula fará uma gestão ótima ou boa, mesmo índice dos que esperam um governo ruim ou péssimo. Outros 28% acreditam que será regular. É a primeira vez que o otimismo não supera o pessimismo numericamente.
A percepção de melhora de vida também não favorece o governo: 29% dizem que a vida piorou com Lula, ante 23% em julho passado. Já 28% dizem que melhorou (eram 26%), e 42% afirmam que segue igual (queda em relação aos 51% anteriores).
Entre as mulheres, a aprovação subiu de 24% para 30% desde fevereiro, mas ainda está abaixo dos 38% de dezembro. Entre os mais pobres (até dois salários mínimos), a aprovação se manteve praticamente estável: 30%, contra 29% no levantamento anterior — bem abaixo dos 44% de dezembro.
O maior avanço foi entre quem tem ensino superior, onde a taxa de avaliação positiva saltou de 18% para 31%. Também houve melhora entre faixas de renda mais alta:
Regionalmente, o presidente mantém seu melhor desempenho no Nordeste, com 38%, mas ainda abaixo dos 49% de dezembro. No Sudeste, a avaliação positiva subiu de 20% para 25%.