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    Lar»Cultura»Há 118 anos, o trem chegava a Campina Grande e mudava a história da cidade
    Cultura

    Há 118 anos, o trem chegava a Campina Grande e mudava a história da cidade

    adminPor admin5 de outubro de 2025Nenhum comentário5 minutos de leitura174 Visualizações
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    Uma dada emblemática. Histórica e que marcou a vida econômica de Campina Grande no agreste da Paraíba. A chegada do trem há 118 anos em Campina Grande, foi um marco que transformou a economia e o desenvolvimento local.  Os 118 anos da chegada do trem na cidade no 2 de outubro de 1907, foram lembrados no Museu do Algodão da cidade que conecta passado ao futuro.

    A implantação da ferrovia, viabilizada em 1907 durante a gestão do então prefeito Cristiano Lauritzen, representou um divisor de águas no desenvolvimento econômico da Rainha da Borborema, conforme lembrou a  historiador Wanderley Brito. Ao PB Agora, em entrevista nesta sexta-feira (03), Wanderley Brito destacou a relevância da chegada do trem para o desenvolvimento da cidade.

    Foto – Bruna Morais

    “A chegada do trem a Campina Grande, em 1907, foi um divisor de águas para a economia da cidade. Primeiro porque a ponta da linha do trem ficou em Campina Grande, de modo que que todo o interior da Paraíba, Cariri e Sertão, precisava se deslocar até Campina Grande, seja para viagens de trens ou remessa de produtos pela via férrea, e isso movimentou muito a cidade “, destacou.

    Outro ponto importante, segundo ele,  foi que os empreendedores da cidade passaram a receptar esses produtos, abriram armazéns de estocagem e compravam os produtos vindos do interior, especialmente o algodão, para beneficiar e revender até para o exterior através do trem que levava esses produtos até o porto de Recife.

    “Com esse movimento, em menos de 10 anos depois da chegada do trem a população de Campina Grande triplicou e esses atravessadores enriqueceram formando uma elite na cidade que passou a demandar luxuosidade e a cidade não crescia somente economicamente, com um indicador de soma de bens e serviços maiores até do que a Capital do Estado, como também no setor do desenvolvimento urbanístico, com muitas casas de luxo para moradia e equipamentos de grandes cidades, como cinemas, cassinos e organizações institucionais. Desse modo, Campina Grande se tornou um fenômeno no interior do Nordeste “, destacou.

    O historiador Wanderley Brito também ressaltou a visão empreendedora do prefeito Cristiano Lauritzen, que lutou para trazer a ferrovia até Campina Grande. Lauritzen chegou a viajar duas vezes ao Rio de Janeiro, então capital do Império, para conseguir a extensão da linha férrea desde Itabaiana até a cidade Rainha da Borborema.

    “O trem já existia em outras localidades da Paraíba, mas nenhuma delas conseguiu transformar essa chegada em progresso da mesma forma que Campina Grande. Aqui, a ferrovia foi o motor do empreendedorismo, impulsionando a produção e o comércio do algodão que vinha do interior”, destacou Wanderley.

    O  historiador Wanderley Brito lembrou que o trem desempenhou papel decisivo nesse processo. Além de integrar Campina às principais rotas comerciais, foi essencial para o escoamento da produção algodoeira, que ganhou repercussão mundial.

    A cidade chegou a ser a segunda maior produtora de algodão do mundo e conquistou o apelido de “Liverpool brasileira”, em referência à cidade inglesa que liderava o comércio global da fibra.

    Segundo os historiadores, a locomotiva não apenas aproximou Campina do litoral e de outras regiões, mas também impulsionou o ciclo do algodão, consolidando o município como um dos principais pólos de produção do chamado “ouro branco” no Brasil.

    A história desse período pode ser revivida no prédio da Estação Velha, hoje transformado no Museu do Algodão, espaço que preserva a memória do auge econômico da cidade.  A visitação é gratuita e aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 8h às 13h, e aos sábados, das 8h às 12h.

    Conforme ressaltou a historiadora Betânia Andrade, “o Museu do Algodão preserva uma parte fundamental da história de Campina Grande”. Muitas pessoas, entre elas estudantes, visitam o local para conhecer o acervo, especialmente os maquinários e a Maria Fumaça, que encantam crianças e adultos.

    Fotos: Codecom/PMCG

    Como todo importante ato histórico, a chegada do primeiro trem à estação de Campina Grande foi marcada por uma grande presença popular com a participação de autoridades que estruturavam o cenário político da época. Documentos da época mostram que uma banda de música animava o momento e fogos de artifícios convidavam a população local a participar da festa.

    Uma comitiva da empresa Great Western chegou por volta do meio-dia da quarta-feira, dia 2 de outubro de 1907. 

     Na recepção, o prefeito Cristiano Lauritzen acompanhado do major Lino Gomes, major Juvino do Ó, Alferes Manuel Paulino de Morais, professor Clementino Procópio, monsenhor Sales, Tito Sodré, Benedito Rodrigues, dr. Afonso Campos, dr. José Pinto, Manuel Lins de Albuquerque e os irmãos Cazuza, Miguel e Francisco Barreto engrossavam a lista de personalidades presentes ao momento histórico.

    Mais de um século depois, Campina Grande dá um novo passo em direção ao futuro da mobilidade urbana. Este ano, foi anunciada a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

    O VLT vai reaproveitar parte da antiga ferrovia, revitalizando um trecho de 15 km e implantando 10 estações que vão conectar bairros, escolas, hospitais, áreas comerciais e o centro da cidade. A previsão é que o sistema entre em operação já em 2026, beneficiando diretamente mais de 100 mil pessoas.

    Severino Lopes

    PB Agora

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