A Polícia Civil de Campina Grande irá ouvir, nas próximas semanas, os profissionais de saúde que atuaram no atendimento da jovem Maria Danielle Cristina Morais e de seu filho recém-nascido, Davi Elô, morto no último dia 12 de março durante o parto no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA). O caso levanta suspeitas de violência obstétrica e erro médico, e está sendo tratado como prioridade pelas autoridades.
A confirmação foi feita nesta sexta-feira (28), quando a corporação anunciou que irá realizar novas diligências para apurar se houve negligência médica. O inquérito segue em andamento e, ao final da investigação, será encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.
A denúncia foi formalizada pela família das vítimas no próprio dia da tragédia, o que deu início imediato às investigações. Desde então, equipes da Polícia Civil vêm colhendo depoimentos e analisando documentos e prontuários médicos relacionados ao caso.
O delegado Renato Anderson de Oliveira Leite, responsável pela investigação, afirmou que os próximos passos serão decisivos para esclarecer as circunstâncias da morte da mãe e do bebê.
“As investigações iniciaram e foram realizados alguns exames periciais, porém os resultados desses exames periciais ainda não foram concluídos e também algumas pessoas já foram ouvidas. A partir de agora, outras perícias também serão realizadas para se esclarecer completamente esses fatos”, declarou.
O caso gerou comoção em Campina Grande e reacendeu o debate sobre a qualidade da assistência obstétrica nas unidades públicas de saúde da Paraíba. A expectativa é de que o laudo técnico e os depoimentos ajudem a esclarecer se houve falhas no procedimento e quem poderá ser responsabilizado judicialmente.