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A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da gasolina A vendida às distribuidoras, medida que entra em vigor a partir de terça-feira (27). Com essa redução, o preço médio de venda passa para R$ 2,57 por litro, representando uma queda de R$ 0,14 por litro em relação ao valor anterior.
A gasolina A é o combustível puro que sai das refinarias da estatal e é posteriormente misturado ao etanol pelas distribuidoras antes de chegar aos postos de combustível. Esta é a quarta redução no preço do combustível direcionado às distribuidoras desde dezembro de 2022, período no qual os preços acumulam uma queda de R$ 0,50 por litro. Quando considerada a inflação do período, essa redução representa um recuo real de 26,9%.
A última mudança no preço do combustível havia ocorrido em 21 de outubro de 2025, quando a gasolina ficou 4,9% mais barata. Desde março de 2025, a Petrobras realizou múltiplas reduções no preço da gasolina, refletindo oscilações no mercado internacional de petróleo e na taxa de câmbio.
No que diz respeito ao diesel, a Petrobras informou que manterá os preços de venda sem alterações. Desde dezembro de 2022, o óleo combustível destinado às distribuidoras teve uma redução acumulada de 36,3%, quando considerada a inflação do período.
A redução na gasolina representa um potencial alívio na inflação do país, uma vez que esse combustível é o produto com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial que apura a inflação brasileira. No entanto, é importante ressaltar que o preço final da gasolina nas bombas não depende exclusivamente da estatal.
Após o produto ser comercializado pelas distribuidoras, o valor sofre influências de diversos fatores adicionais, como o custo do frete, a mistura obrigatória com etanol anidro, a cobrança de impostos federais e estaduais, custos de distribuição e revenda, além da margem de lucro dos postos revendedores. Assim, a redução anunciada pela Petrobras pode não se refletir de forma imediata ou proporcional nas bombas dos postos de gasolina, dependendo da política de preços de cada distribuidora e da concorrência regional.
Fonte: Quatro Rodas


