Bolsonaro posta vídeo caminhando pelo hospital após cirurgia
O boletim liberado pela equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nesta segunda-feira (16) traz um quadro de recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios, nas últimas 24 horas. A evolução do quadro, segundo o boletim, se deve aos antibióticos e demais tratamentos que Bolsonaro está recebendo no hospital DF Star, em Brasília. Ele segue sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Internado desde a última sexta-feira (13), após exames confirmarem uma broncopneumonia, Bolsonaro foi submetido a uma série de terapia respiratória e motora.
Ainda segundo o DF Star, a broncopneumonia é nos dois pulmões e ocorreu devido a um episódio de broncoaspiração, quando algum conteúdo do estômago, saliva ou alimentos entra nas vias respiratórias e chega aos pulmões.
Moraes autorizou que Bolsonaro seja acompanhado no hospital pela esposa Michelle, podendo receber visitas dos filhos Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura, e da enteada Letícia.
O ministro também estabeleceu que Bolsonaro seja acompanhado por segurança e fiscalização 24 horas durante a internação, com a presença de, no mínimo, dois policiais militares na porta do quarto de hospital e vedou a presença na UTI e no quarto hospitalar de qualquer celular, computador ou dispositivos eletrônicos não relacionados ao cuidado médico.
Prisão
Preso desde 2025, quando foi condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado, o ex-presidente foi autorizado a ir ao hospital pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após se sentir mal em sua cela. Bolsonaro chegou a ser examinado no próprio 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena, segundo a decisão do STF que autorizou a saída do ex-presidente.
Defesa pede novamente prisão domiciliar
Após a nova internação nesta sexta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente e pré-candidato à Presidência, criticou as negativas da prisão domiciliar e afirmou que estão brincando com a vida do pai dele.
Após a internação, o advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, publicou uma nota na rede social X cobrando novamente a transferência do ex-presidente para o regime de prisão domiciliar. A defesa argumenta que o sistema prisional não tem condições de oferecer os cuidados médicos necessários e afirma que o risco de agravamento da saúde já havia sido alertado em laudos anteriores. Cunha Bueno destacou ainda a concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor, também acometido por problemas de saúde.
“Mais uma vez, reforço aqui, que estão brincando com a vida do meu pai. Não dá mais pra ficar com essa postura de achar que isso aqui é algum tipo de frescura, ou ficar com essa paranoia de que ele pode fugir, cumpra-se a lei. O mínimo que ele deveria ter é essa domiciliar humanitária em casa, onde ele pode ter cuidado permanente da família”, disse Flávio.
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