As declarações do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado, fizeram com que seu nome começasse a ser cotado para disputar a Presidência nas eleições de 2026. Com informações do blog do Ancelmo Gois.
Durante a sessão na Primeira Turma do STF, Dino afirmou que alguns integrantes das Forças Armadas envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro “são mais apaixonados por suas armas do que por seus cônjuges”.
O magistrado fez o comentário ao citar o caso dos condenados pela tentativa de explosão no Aeroporto de Brasília, às vésperas do Natal de 2022.
“Lembro que muitos dos participantes eram policiais e membros das Forças Armadas. Esses, não há dúvidas: só andam armados. Não conheço um que não ande armado, seja da ativa ou reformado. Todos andam armados. Há alguns que são mais apaixonados por suas armas do que por seus cônjuges”, disse o ministro ao ler seu voto a favor da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A decisão sobre a próxima candidatura da esquerda, no entanto, permanece nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Caso decida não disputar a reeleição, o petista pode apoiar um nome do PT, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad — que concorreu à Presidência em 2018. Além disso, Dino poderá atuar no STF até sua aposentadoria compulsória em 2044.
Dino já foi governador do Maranhão e ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Lula.
O marqueteiro Pablo Nobel, que trabalhou na campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo e na campanha presidencial de Javier Milei nas eleições argentinas, afirmou que Dino é o melhor nome da esquerda para 2026.
“Ele é articulado, ágil no debate e forte nas redes, e a passagem pelos Três Poderes também pesa a favor”, disse o marqueteiro em entrevista recente à repórter Bianca Gomes, do Estadão.