O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, afirmou nesta quinta-feira (3) que a queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem relação direta com a inflação, especialmente no setor de alimentos, impulsionada por eventos climáticos extremos. Segundo ele, a combinação de uma seca severa e calor intenso no segundo semestre de 2024 prejudicou a produção agrícola, pressionando os preços para cima.
Durante entrevista à Folha de Pernambuco, Alckmin explicou que, além das condições climáticas adversas, a alta do dólar — que chegou a R$ 6,20 — elevou significativamente os custos de produção no país. “Quando cai a safra, os preços sobem. E o dólar alto também impacta diretamente os custos”, ressaltou o vice-presidente, ao tentar contextualizar os fatores que contribuíram para o aumento da inflação nos últimos meses.
Apesar das dificuldades recentes, o ministro se mostrou otimista com o cenário para 2025. Ele destacou a expectativa de um clima mais estável e de uma safra recorde, o que pode ajudar a reduzir os preços dos alimentos e contribuir para a recuperação da economia e da popularidade do governo.
As declarações de Alckmin surgem em meio à divulgação da nova pesquisa Genial/Quaest, que aponta uma queda nos índices de aprovação do presidente Lula. De acordo com os dados, 56% dos entrevistados afirmam rejeitar a atual administração, enquanto 41% demonstram apoio. Em janeiro, os índices eram mais equilibrados: 49% de rejeição contra 47% de aprovação.
Apesar do desgaste na imagem do presidente, a pesquisa também indica que Lula ainda lidera as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. No entanto, sua vantagem em relação aos adversários diminuiu em comparação aos levantamentos anteriores, sinalizando um cenário eleitoral mais competitivo à frente.
Questionado sobre uma possível nova candidatura de Lula, Alckmin afirmou considerar natural que o presidente busque a reeleição. “Ele tem experiência, tem liderança, é o único brasileiro que foi três vezes presidente. Hoje, eu diria que é o favorito”, declarou. Sobre a possibilidade de voltar como vice em uma eventual chapa, o político preferiu não comentar.
Além da análise eleitoral, Alckmin também refletiu sobre o momento atual do governo. Para ele, é preciso lidar com as críticas com humildade e reconhecer os desafios enfrentados, sobretudo em relação à inflação. O vice-presidente ressaltou que o governo agiu com rapidez para conter os efeitos da alta nos preços e que combater a inflação é essencial para proteger a renda da população mais vulnerável.
Encerrando sua fala, Alckmin destacou que o governo está comprometido em implementar medidas que favoreçam a recuperação econômica e a retomada da confiança da sociedade. Segundo ele, a estabilidade econômica e o controle da inflação são prioridades da gestão, especialmente porque o impacto é mais severo entre os brasileiros de baixa renda.
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