A advogada Dora Cavalcanti, que representa o jornalista Luan Araújo, perseguido pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) com arma em punho em outubro de 2022, afirma que a parlamentar tem inventado uma série de mentiras e distorções sobre o episódio. Ela diz que a bolsonarista está tentando inverter os papéis.
“Naquele momento, a Carla Zambelli foi às redes e já começou, muito potente nas redes, a gravar um vídeo em que ela invertia completamente os papéis e queria se colocar como vítima. Por isso que esse caso é tão dramático em termos de narrativa”, afirmou à Folha de S.Paulo.
A defensora do jornalista ainda nega a narrativa de que Zambelli ou seu filho tenham sido empurrados por Luan na ocasião e afirma que a repetição da alegação gera “espanto”. “Luan teve que resistir muito para se tornar efetivamente a vítima, para provar que era a vítima e não o autor dessa violência”, prossegue.
Luan também não cuspiu em Zambelli, segundo a advogada e estava com apenas um amigo, e não com outras quatro pessoas, como sugere a deputada. “Não existe essa narrativa de que ela poderia ter se sentido ameaçada de alguma maneira”, acrescenta.
Outra alegação da deputada contestada pela defensora é de que só sacou a arma depois de ouvir um disparo. A própria parlamentar admitiu posteriormente que o tiro foi efetuado pelo policial que a acompanhava.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na última semana para condenar Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto e à perda de mandato por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma. O julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques.
Zambelli move um processo contra Luan por difamação por conta de um artigo publicado na internet com críticas a ela após o episódio. Ele foi condenado em primeira instância em 2024 e espera reverter a decisão após o julgamento do Supremo.
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