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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados comemoraram um levantamento divulgado pelo instituto de pesquisa Nexus na última terça-feira, 3, que mostrou o petista como o pré-candidato à Presidência da República com maior presença nas principais redes sociais (Instagram, X, Facebook, YouTube e TikTok), entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.
Um estudo, no entanto, feito por outros pesquisadores por meio da plataforma Brandwatch, mostra que o engajamento é bem mais negativo do que positivo. Dados de menções públicas coletadas em plataformas digitais mostram que o conteúdo crítico dominou de forma contínua o debate online ao longo de 2025 e ganhou ainda mais força no começo do ano eleitoral.
As interações de teor negativo mantiveram uma média de 55% do total nos últimos doze meses e superaram as positivas e neutras em todos os meses analisados. Em janeiro de 2026, o percentual negativo chegou a 64%, o segundo maior do período observado e quase dois terços das interações sobre o presidente. Também em janeiro houve uma alta de sete pontos percentuais em relação ao verificado em dezembro, a maior variação mensal da série.
Entre os temas mais criticados estão conflitos institucionais e decisões do Supremo Tribunal Federal, debates sobre transparência e sigilo de informações públicas, suposta mesada recebida por Lulinha com desvios do INSS, investigações e contratos ligados a órgãos federais, além de discussões de política externa, com destaque para episódios envolvendo a Venezuela, e questionamentos sobre gastos públicos e desempenho de estatais.
Metodologia
As menções foram coletadas pela plataforma Brandwatch em redes sociais e ambientes digitais abertos. A classificação de sentimento foi realizada com apoio de modelo de inteligência artificial e checagem analítica.
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