O cantor Gilberto Gil e a esposa Flora participaram de ato inter-religioso, na tarde desta sexta-feira (6), junto ao padre Danilo César de Sousa Bezerra, da paróquia de Areial, no Agreste da Paraíba. Evento fez parte de Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) firmado entre o Ministério Público Federal (MPF) e sacerdote após denúncia de intolerância religiosa em uma fala sua sobre a cantora Preta Gil.
Conforme acompanhou o ClickPB, o ato foi transmitido de forma online e reuniu representantes de diferentes religiões. A família Gil participou de forma remota através da plataforma Zoom.
O padre Danilo, em fala inicial, pediu desculpas pela fala feita em missa online em 2025 e destacou que a religião deve ser usada como instrumento de “amor, fraternidade e justiça”.
“O mundo casa de todos, onde cada um com sua identidade religiosa, tradições, culturas vão dar as mãos. Dialogando construindo varias pontes para mostrar que a religião nos une”, disse.
O sacerdote agradeceu a presença de Gilberto e Flora Gil, reforçando pedido de desculpas e como forma de retratação pela atitude dele. Ainda durante o evento, o padre cantou a música Drão, uma das músicas do cantor.
Durante fala, Flora destacou que a tolerância é o melhor caminho no mundo atual. “Vida que segue. Eu desejo a vocês saúde, proteção, paz e muito axé”, finalizou.
Já o Gilberto Gil agradeceu o ato de reparação. “Vou manifestar também minha satisfação pelo fato de que a reparação está sendo feita, de que o reconhecimento da agressão, da injustiça está sendo feita. Parabenizar a todos que se mobilizaram no sentido de que esse ato regenerativo, de compreensão civilizatória através da religião também. Nosso regozijo, nossa satisfação por esse encontro”, disse.
O cantor finalizou agradecendo ao padre e a paróquia pela aproximação realizada. “Espero que seja absolutamente sincera e profunda, como é da nossa parte”, reforçou o artista.
Após ser denunciado por intolerância religiosa, o padre aceitou um acordo do MPF para não responder criminalmente pela conduta. Além do ato inter-religioso, o sacerdote deve realizar cursos sobre intolerância religiosa, leitura de livros e pagamento de valor para Associação de Apoio aos Assentamentos e Comunidades Afrodescendentes (AACADE).
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