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    Trump associa paracetamol ao autismo e cita ‘leucovorina’ como tratamento, contrariando evidências científicas

    adminPor admin23 de setembro de 2025Nenhum comentário7 minutos de leitura52 Visualizações
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    O presidente dos EUA, Donald Trump, olha para o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., durante anúncio na Casa Branca, em Washington, em 22 de setembro de 2025. — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (22) que a FDA, agência reguladora de medicamentos do país, vai notificar médicos sobre um suposto risco aumentado de autismo em crianças associado ao uso de paracetamol (acetaminofeno) durante a gravidez.

    “Tomar Tylenol não é bom. Vou dizer, não é bom”, declarou Trump repetidas vezes durante o anúncio. Segundo ele, autoridades de saúde do país vão recomendar que grávidas evitem o medicamento, a menos que seja algo “estritamente necessário”.

    O paracetamol é um dos analgésicos e antitérmicos mais consumidos no mundo, usado para tratar dores e febre. Ele também é reconhecido por ter uso seguro na gravidez, já que as gestantes NÃO devem usar anti-inflamatórios não esteroidais, como o ibuprofeno.

    No caso do paracetamol, apesar de ser seguro e poder ser usado sob prescrição médica por grávidas, o risco de impacto do uso do remédio no desenvolvimento fetal vem sendo cada vez mais estudado.

    Pesquisadores, no entanto, afirmam que NÃO existe evidência conclusiva de que o uso da droga na gestação provoque autismo.

    Nos Estados Unidos, o medicamento é vendido sob o nome comercial de Tylenol, produzido pela farmacêutica Kenvue, que foi desmembrada da Johnson & Johnson em 2023. A empresa inclusive afirmou nesta segunda-feira que “não há base científica” para a associação feita por Trump.

    O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia afirmou que “estudos realizados no passado não mostram evidências claras que comprovem uma relação direta entre o uso prudente de paracetamol durante qualquer trimestre e problemas de desenvolvimento de fetos”.

    Já as diretrizes do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido afirmam que o paracetamol é a “primeira escolha” de analgésico para tratar gestantes. “É comumente tomado durante a gravidez e não faz mal ao bebê”, afirmam as diretrizes britânicas.

    Leucovorina contra o autismo

    Além da fala sobre o paracetamol, Trump defendeu o uso da leucovorina — uma forma de ácido fólico já indicada em alguns tratamentos contra o câncer — como possível terapia para sintomas de autismo. O governo americano não apresentou novo estudo de eficácia que embasasse a recomendação do uso.

    Pouco antes da coletiva, a FDA anunciou oficialmente a aprovação de uma versão da leucovorina fabricada pela britânica GSK, que havia sido retirada do mercado anos atrás por motivos comerciais.

    O comunicado da agência cita a análise de dados de mais de 40 pacientes, incluindo crianças, diagnosticados com uma condição metabólica rara chamada deficiência cerebral de folato (CFD), que pode causar sintomas neurológicos semelhantes aos observados em pessoas com autismo.

    No caso da leucovorina, estudos clínicos de alcance limitado apontaram algum potencial de melhora em sintomas relacionados ao autismo, mas a comunidade científica reforça que são necessárias pesquisas de maior escala, randomizadas, para comprovar qualquer benefício.

    O que é o autismo?

    O autismo não é uma doença. É uma condição do desenvolvimento neurológico, conhecida como transtorno do espectro autista (TEA), que se manifesta de formas muito diferentes em cada pessoa.

    Pode envolver atrasos na linguagem, na aprendizagem e nas habilidades sociais ou emocionais.

    Em casos mais graves, há ausência de fala e deficiência intelectual, mas a maioria dos indivíduos no espectro apresenta quadros bem mais leves.

    Por que os casos parecem estar aumentando pelo mundo?

    Segundo especialistas ouvidos pela agência Associated Press, o aumento está ligado principalmente à ampliação do conceito de autismo e às mudanças nos critérios diagnósticos.

    Até os anos 1990, apenas os quadros mais severos eram incluídos. Com a revisão das definições a partir dos anos 2000, casos mais leves passaram a ser identificados.

    A prevalência, que era estimada em 1 para cada 150 crianças no início do século, hoje é de cerca de 1 em cada 31.

    Qual é o estado atual das pesquisas?

    A ciência já mostrou que o autismo tem base principalmente genética.

    Mais de uma centena de genes associados à condição já foram identificados.

    Eles podem ser herdados, mesmo que os pais não apresentem sinais de autismo, ou resultar de mutações que ocorrem ainda durante o desenvolvimento fetal.

    Trump citou uma revisão publicada em agosto de 2025 na revista científica “Environmental Health” que analisou 46 estudos sobre o uso de paracetamol na gravidez e possíveis efeitos no desenvolvimento neurológico das crianças.

    Conduzido por pesquisadores de Harvard, o trabalho encontrou indícios de associação do medicamento com maior risco de TDAH ou autismo em parte das pesquisas, mas outras não confirmaram essa relação.

    Como os estudos são observacionais, com limitações na forma de medir a exposição e possíveis fatores de confusão, os autores optaram por não calcular um risco único.

    A conclusão é que há sinais consistentes em parte das evidências, mas sem prova de causalidade, e que o paracetamol continua sendo o analgésico mais indicado na gestação — desde que usado na menor dose e tempo possível, sempre com orientação médica.

    E quanto aos fatores ambientais?

     

    Pesquisadores apontam que fatores como idade avançada do pai, parto prematuro ou condições de saúde da mãe durante a gestação, como febre, infecções ou diabetes, podem aumentar o risco quando combinados com predisposição genética.

    Já a hipótese de que vacinas, como a tríplice viral contra o sarampo, estariam relacionadas ao autismo foi amplamente desmentida pela ciência.

    Existe relação entre paracetamol e autismo?

    Alguns estudos já sugeriram essa associação, mas muitos outros não encontraram relação.

    Especialistas, como o psiquiatra infantil e professor da Universidade de São Paulo (USP), Guilherme Polanczy, ressaltam que as evidências atuais são fracas. Polanczyk explica que investigar uma possível ligação entre o uso de paracetamol na gestação e o autismo é algo complexo. Isso porque o medicamento é de venda livre, o que dificulta medir a real quantidade utilizada pelas gestantes.

    Além disso, o consumo de paracetamol pode estar associado a outras condições, como infecções, que por si só também podem ter relação com o risco de autismo.

    Ele ressalta que estudos menores, ao longo do tempo, encontraram uma associação discreta.

    Mas é importante diferenciar: associação não significa, necessariamente, que exista uma relação de causa e efeito.

    Ou seja, o fato de haver correlação não prova que o uso do remédio provoque autismo.

    “O maior estudo que a gente tem é da Suécia, do ano passado, e avaliou mais de duas milhões de pessoas. Quando você não considera possíveis ‘confundidores’, não existe mais a associação. Por isso, de fato, não parece haver uma relação de causa e efeito”, explica o psiquiatra.

    O especialista cita um estudo publicado na revista científica “JAMA”, que analisou dados de quase 2,5 milhões de crianças na Suécia para investigar se o uso de paracetamol durante a gravidez estaria associado a maior risco de autismo, TDAH ou deficiência intelectual.

    Nas análises gerais, houve uma pequena elevação nos riscos (entre 5% e 7%), mas as diferenças absolutas foram mínimas — por exemplo, um acréscimo de 0,09 ponto percentual no risco de autismo aos 10 anos.

    No entanto, quando os pesquisadores compararam irmãos nascidos da mesma mãe — uma estratégia que ajuda a eliminar influências genéticas e ambientais compartilhadas —, as associações desapareceram.

    Não houve evidências de que o uso do medicamento aumentasse os riscos de transtornos do neurodesenvolvimento, nem mesmo em diferentes faixas de dose.

    A conclusão é que os sinais encontrados em estudos anteriores provavelmente se devem a fatores de confusão, como as condições de saúde que motivaram o uso do paracetamol, e não a um efeito causal do remédio.

    Médicos também alertam que não tratar febres na gravidez pode trazer riscos sérios, como aborto espontâneo ou parto prematuro.

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