A recente aproximação do médico Jhony Bezerra (Avante) ao agrupamento político do prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena (MDB), não tem sido recebida de forma unânime dentro da base. Além de já ter perdido praticamente todos os apoios políticos que possuía em Campina Grande e região, Jhony agora também enfrenta resistência dentro do novo grupo ao qual tenta se integrar.
Nos bastidores, aliados de Cícero avaliam que a chegada do ex-candidato ocorre em um momento delicado e sem o consenso esperado. O próprio deputado federal Romero Rodrigues (Podemos), uma das principais lideranças de Campina Grande, fez críticas públicas à postura adotada por Jhony ao se aproximar do grupo.
Em entrevista à Rede Mais Rádio, Romero afirmou que não tem dificuldade de conviver politicamente com ninguém, mas estranhou a forma como o médico iniciou sua movimentação.
“Não tenho dificuldade de conviver com ninguém, minha própria formação pessoal é de conciliação, acho estranho apenas ele chegar destilando ódio, rancor e mágoa contra o prefeito Bruno, que é meu aliado”, declarou.
Romero também lembrou que o pleito em discussão é estadual, e não municipal, e que o tom adotado por Jhony pode atrapalhar a unidade política do grupo.
“Acho que ele está chegando de forma equivocada. A eleição não é municipal, é estadual. Bruno e eu estamos onde sempre estivemos. Nós abriremos a porta, mas ele precisa chegar de forma elegante, espero que ele mude o tom”, completou o parlamentar.
A movimentação de Jhony ocorre após o médico perder espaço político em Campina Grande, cenário que o levou a buscar abrigo em novas articulações. Ainda assim, sua chegada ao grupo de Cícero não tem sido automaticamente abraçada por todas as lideranças, além de não ter sido bem recebida por seus apoiadores.
A vereadora Valéria Aragão (Rep), por exemplo, alertou que os quase 100 mil votos que o médico teve em 2022 não foram mérito dele, mas do grupo do governador que articulou e o alavancou na corrida eleitoral.
Redação

