O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse nesta terça-feira, 20, que o Brasil vive uma “ditadura judicial”, mas reforçou que, no momento, não há uma maioria de senadores favorável ao impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Como mostramos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já tem em sua gaveta 72 pedidos de impeachment de integrantes da Corte, sendo que o mais recente foi protocolado contra Dias Toffoli, por causa da condução do caso do Banco Master.
Gilberto Silva também defendeu a caminhada que deputados e o ex-vereador do Rio Carlos Bolsonaro estão fazendo até Brasília como forma de protestar contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O líder da oposição pretende se juntar à peregrinação.
“A gente está indo para Brasília amanhã pela manhã para acompanhar a caminhada. Lógico que não é o suficiente. Isso é uma ação de pessoas que estão observando nosso Brasil ficar nessa terrível com relação à nossa democracia. Mas estamos fazendo a nossa parte. As críticas são bem-vindas, estamos sendo criticados, cobrados desde o início do nosso mandato, faz parte”, afirmou o parlamentar, se referindo à cobrança de apoiadores no fim de semana pelo fato de oposicionistas não estarem na sede da penitenciária da Papuda para protestar contra a remoção de Bolsonaro para o local.
“Mas, não temos os meios de ação concretos. Quais são esses meios de ações? É a maioria no Congresso Nacional para podermos afastar um ministro da Suprema Corte e restabelecermos o Estado de Direito”, acrescentou o deputado.
Ele prosseguiu: “Olha só que gravidade está agora. Apesar de ter a oposição mais organizada, mais dura e maior ao desgoverno Lula e ao PT desde que ele assumiu o poder em janeiro de 2003, a gente tem hoje um gravíssimo problema, que é o judicialismo de coalizão. Lula não tem a maioria no Congresso Nacional, mas tem a maioria da Suprema Corte, então ele trabalha dessa forma, com o judicialismo de coalizão”.
Em outro momento da entrevista, Gilberto Silva pontuou que o Congresso vai derrubar o veto de Lula ao projeto de lei que reduz penas para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ainda de acordo com ele, mesmo com a derrubada, a oposição na Câmara seguirá trabalhando por um projeto de lei que conceda anistia a condenados.
O Antagonista


