O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (20) a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso no Distrito Federal. O encontro está marcado para a próxima quinta-feira (22), no horário das 8h às 10h, na unidade prisional conhecida como “Papudinha”, dentro do Complexo da Papuda, em Brasília.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado, após condenação por tentativa de golpe de Estado. Inicialmente detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) , ele foi transferido na última quinta-feira (15) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, estrutura adaptada para custódia no complexo penitenciário.
A autorização ocorre em um momento politicamente sensível. Esta será a primeira visita de Tarcísio de Freitas a Bolsonaro após o ex-presidente declarar apoio público à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Até então, o nome de Tarcísio era frequentemente citado nos bastidores como possível candidato da direita ao Planalto.
Durante o período em que esteve em prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu o governador paulista em duas ocasiões, o que já indicava a proximidade política entre ambos. Agora, o novo encontro, em ambiente prisional, ganha contornos simbólicos e reforça leituras sobre reposicionamentos no campo conservador.
Na mesma decisão, Alexandre de Moraes também autorizou visitas de Diego Torres Dourado, cunhado do ex-presidente, e do pecuarista Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia.
A movimentação reacende o debate sobre os rumos da direita brasileira no pós-Bolsonaro e amplia a atenção sobre o papel de Tarcísio de Freitas no xadrez político nacional, especialmente com a aproximação do ciclo eleitoral de 2026.


