A insatisfação entre desportistas de Sumé voltou a ganhar força nesta semana, após reunião realizada para tratar do Campeonato Municipal de Futebol de Campo. O encontro, que contou com a presença do prefeito Manezinho Lourenço, deixou atletas, dirigentes e apoiadores frustrados diante da evidente falta de planejamento e investimento da gestão no esporte local.
Entre as principais críticas, está o fato de que a competição referente ao ano de 2025 sequer aconteceu, sendo agora anunciada para iniciar apenas em 2026 — um atraso histórico que demonstra o enfraquecimento do calendário esportivo do município.
Ausência e falta de comando
A reunião também chamou atenção pela ausência da secretária de Cultura, Turismo e Esportes, responsável direta pela pasta.
Nas redes sociais, desportistas ironizaram que, mesmo presente, o prefeito não estaria no controle das decisões, sugerindo que a gestão atua de forma desarticulada e sem coordenação.
Estrutura precária
Outro ponto de forte cobrança foi a situação do Estádio O Jacintão, palco principal das competições, que se encontra deteriorado e sem manutenção adequada. Reclamações foram feitas sobre gramado, vestiários, iluminação e arquibancadas.
O campeonato de veteranos também entrou na lista de reclamações. Dirigentes relataram desorganização, falta de calendário definido e indefinições sobre regras e datas, o que dificultou a participação das equipes.
Premiação considerada baixa
Durante o encontro, o prefeito anunciou uma premiação de aproximadamente R$ 15 mil para a competição.
A comparação imediata veio de cidades vizinhas. Em Monteiro, por exemplo, a Copa Dr. Chico, encerrada no mês passado, premiou R$ 14 mil apenas ao campeão, com premiação total superior a R$ 25 mil mais do que o dobro do que Sumé pretende investir.
Outras modalidades abandonadas
Atletas de modalidades individuais também denunciaram descaso da gestão municipal.
Moradores afirmam competir em cidades vizinhas representando Sumé sem qualquer apoio financeiro, muitas vezes custeando deslocamento, alimentação e inscrições do próprio bolso e, em alguns casos, desistindo de participar por falta de suporte.
Gestão sem rumo e críticas crescentes
A repercussão revela um sentimento já conhecido por várias categorias da cidade: a sensação de abandono administrativo.
Com o atraso no esporte, reparos estruturais ignorados e serviços essenciais parados ou lentos, surge um discurso recorrente entre moradores: Sumé está sem comando.
Com um ano de mandato já concluído, a avaliação popular tem sido cada vez mais dura:
a gestão Manezinho entra no segundo ano sem mostrar para o que veio, colecionando reclamações em diferentes áreas, desde esporte até saúde, limpeza urbana e infraestrutura.
Moradores ainda afirmam, em tom crítico, que o prefeito sequer decide e que a cidade parece ser conduzida por terceiros, enquanto os problemas se acumulam.
Enquanto isso, o esporte símbolo de inclusão, comunidade e orgulho municipal segue em segundo plano, esperando que o apito inicial finalmente aconteça, mesmo com atraso de um ano.
OPIPOCO com informações de Fabio Brito


