Fechar menu

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    Estação de tratamento de água é prevista para ser instalada no Açude Velho, em Campina Grande

    31 de janeiro de 2026

    VIROU PASSEIO: com hat-trick de Éverton Heleno, Campinense marca quatro vezes e atropela o Botafogo, no Amigão

    31 de janeiro de 2026

    Prestes a desaparecer das ruas, orelhões vão deixar saudades para paraibanos; locutores e ouvintes recordam tempos áureos

    31 de janeiro de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Anunciar
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Agora PBAgora PB
    • Início
    • Últimas notícias
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Internacional
    • Política
    • Contato
      • Política de Privacidade
      • Termos De Uso
    Agora PBAgora PB
    Lar»Paraíba»Prestes a desaparecer das ruas, orelhões vão deixar saudades para paraibanos; locutores e ouvintes recordam tempos áureos
    Paraíba

    Prestes a desaparecer das ruas, orelhões vão deixar saudades para paraibanos; locutores e ouvintes recordam tempos áureos

    adminPor admin31 de janeiro de 2026Nenhum comentário10 minutos de leitura0 Visualizações
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Tumblr E-mail
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    Uma cabine icônica. Que fez história. E teve a sua relevância em determinada época para aproximar as pessoas. Uma das raras formas de comunicação numa época em que o celular não existia. E que a linha do telefone convencional era cara. Objeto de luxo para poucos privilegiados.

    Prestes a desaparecer de vez do Brasil por determinação da  Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os orelhões, um ícone das ruas brasileiras e que por décadas fez parte da paisagem urbana, vão deixar saudades. O fim de uma era representa um certo nostalgismo para quem usou por muito tempo esse velho aparelho que hoje está obsoleto e abandonado nas praças, esquinas e ruas do país, devido ao advento do celular, dos  smartphones e da modernidade.

    Foto: divulgação Anatal

    A relação dos orelhões entre locutores e ouvintes sempre foi recíproca. Indispensável. Necessária. O PB Agora conversou com alguns desses profissionais e seus ouvintes, que por anos, usaram o orelhão para estabelecer uma comunicação. As ligações eram para pedir música, mandar recados românticos e até fazer declarações de amor.  No começo  quem comandava os orelhões na Paraíba era a Telpa e depois passou para a Telemar, e posteriormente, para a OI.

    O comunicador Kennedy Sales, sabe bem o valor que o orelhão ocupou em determinada época. O jornalista comandou durante anos um programa de rádio em uma emissora de Campina Grande, e teve a audiência testada graças ao orelhão. Isso porque, os ouvintes recorriam à icônica cabine para ligar para a emissora e pedir música. Muitos dos ouvintes, conforme lembrou Kekedy Sales, se arriscaram nas noites e madrugadas à procura do orelhão mais próximo para fazer a ligação. E ligavam todas as noites. Insistentemente. Gastando todas as fichas disponíveis.

    “Eu como locutor de rádio, principalmente ali na década de 80, nós tínhamos um programa em vários horários, mas assim, o que mais me ligava com o ouvinte do rádio era o telefone. Porque não tínhamos internet, muito menos torpedos ou mensagens através do WhatsApp, enfim, não existia essa ligação direta. Então a única forma era o telefone. E o telefone, ainda assim, naquela época era muito raro na maioria das residências. Algumas pessoas privilegiadas tinham telefone, a maioria não tinha. Então qual era a forma do ouvinte entrar em contato com a rádio, era o orelhão, não tinha outra opção “, recordou.

    Como comunicador das noites e das madrugadas, Kekedy Sales destacou que o orelhão exerceu esse papel importante na vida de muitos brasileiros, especialmente, os ouvintes de rádio.

    O que mais chamava a atenção do locutor é que mesmo sendo um programa que acontecia à noite,  muitas pessoas saíam de casa de noite para ir para o orelhão mais próximo para poder entrar em contato com o programa e falar com o locutor.. Tudo para enviar recados de amor. E pedir música.  Era a época da ficha  telefônica e depois a do cartão

    “Então era um certo sacrifício sair de casa de noite, porque dependendo do local era perigoso mas as pessoas não abriam mão de ir lá no orelhão e ligar para o programa” observou.

    Embora hoje esteja abandonado, solitário,  e quase invisível, naquele tempo o orelhão encurtava a distância e dava voz para as pessoas mais humildes. Diferente de hoje, nos tempos modernos, onde a facilidade do telefone é infinitamente maior.

    Um desses personagens que durante muito tempo fez uso dessa icônica cabine, foi o árbitro de futebol Genilson Mota, morador de Vila Cabral de Santa Terezinha, em Campina Grande. Era final da década de 90. O aparelho celular ainda não havia se popularizado. Os velhos orelhões eram uma das raras formas de comunicação. Com uso da ficha telefônica, era possível fazer ligações e conversar com amigos e familiares à distância.

    Ele recorda que no auge da juventude, ligava com frequência para emissoras de rádio da cidade, para pedir música,e principalmente para fazer declaração de amor para a sua namorada. Para isso, recorria a velha “ficha” telefônica. Gastou muita ficha telefônica. Em média, Genilson usava três fichas para dar tempo de completar toda ligação. E fazer o seu poema de amor no ar.

    Com o advento do cartão, as fichas telefônicas desapareceram e a ligação via cartão ficou mais eficiente. E duradoura.

    “Saber que esses orelhões vão desaparecer dá uma certa nostalgia. Ele fez parte da vida de muita gente. Foi muito importante em uma época “, recordou.

    Genilson classificou o orelhão como um símbolo urbano que perdurou por décadas. Ele fez uso desse aparelho por anos para falar com amigos e parentes. Ele recorda que ter um telefone em casa, com uma linha privada, era privilégio de poucos. Era muito caro. Poucas famílias podiam comprar o chamado telefone fixo, geralmente instalado na sala da cada. A solução, era recorrer ao orelhão. Genilson comprava grande quantidade de fichas para ligar para o tio que morava no Rio de Janeiro, e outros parentes.

    Mota também usava o orelhão para ligar para os programas de rádio, para reivindicar problemas da comunidade, e principalmente para pedir música nos programas românticos.

    “Eu fiz uso do velho orelhão por décadas, quando a gente nem sonhava com o aparelho celular. Ô tempo bom que marcou época. Vai deixar saudade “, recordou.

    Genilson costumava ligar para o programa “Planeta Love” apresentado pelo comunicador campinense Edil France. Durante muito tempo, o programa fez sucesso nas noites da Rainha da Borborema. Os ouvintes recorriam sempre ao orelhão para mandarem os seus recados de amor.

    Edil conversou com o PB Agora, e lembrou daquele tempo e da importância do orelhão para estabelecer uma comunicação entre o locutor e o ouvinte. Edil lembrou que Genilson Mota era um dos ouvintes mais fieis. Ligava todas as noites. Sempre com uma mensagem de amor.

    “O orelhão fez parte de minha vida como locutor e de muitos ouvintes. Era a única forma de comunicação existente na época. Alguns ouvintes ligavam todas as noites para mandar os recados. Foi um tempo bonito, romântico e marcante” contou o comunicador que ainda hoje apresenta um programa em uma emissora de rádio da cidade.

    Até hoje, Edil France lembra de alguns dos ouvintes que ligavam para o seu programa usando o orelhão. Alguns segundo ele, chegaram a ligar “a cobrar” e a ligação era interrompida. Isso porque, a rádio não permitia aceitar ligação a cobrar.

    “Tinha ouvintes que quando não tinha ficha ligava a cobrar. Eu não podia atender. A rádio não permitia”, lembrou.

    Edil recordou que quando eu começou a trabalhar em rádio na cidade de Patos, nos anos 80, recebia em torno de 40 ligações dos ouvintes, todas as noites no programa Trilha do Sucesso. Os ouvintes pedindo música.

    A avalanche de ligações também se repetiu nas emissoras de rádio que ele trabalhou em João Pessoa e Campina Grande. Muitos ouvintes interrompiam a ligação quando a ficha se acabava.

    “A participação dos ouvintes em João Pessoa e Campina Grande era impressionante. As pessoas ligavam dos bairros de Campina Grande e diziam que estavam no orelhão, falando rápido antes da ligação acabar” lembrou.

    “Então, o orelhão foi muito importante, não tem dúvida principalmente nos bairros. Naquele tempo não existia o celular e o orelhão foi muito importante na audiência do nosso programa. O telefone naquele tempo era muito caro. Nós tivemos aqui rádio clube, depois da ficha telefônica, veio o cartãozinho. O orelhão e não tem dúvida que vai deixar saudades, principalmente para a turma da nossa época, que não tinha celular, hoje o mundo já evoluiu” recordou o radialista Edil Frances.

    A jornalista Edvânia Barbosa também tem histórias com o orelhão. Ela lembra que durante algum tempo, a cabine gigante era o único meio de se comunicar  com amigos e familiares. Na época Edvânia estudava na Escola Técnica Redentorista, no Bairro de Bodocongó. Como a comunicação era dificil, ela recorria sempre ao orelhão para dar notícias e recados. Essa semana, ela reencontrou o orelhão onde por muito tempo fez uso para estabelecer comunicação com parentes.

    “O orelhão teve uma importância na nossa vida. Fez história. E vai deixar saudades “, disse.

    Durante décadas, o orelhão esteve presente na esquina, na praça, em frente ao bar ou ao lado do ponto de ônibus. Agora, sai de cena de forma definitiva. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a retirada final dos últimos orelhões ainda espalhados pelo país, encerrando oficialmente um dos capítulos mais emblemáticos da história da telefonia no Brasil.

    Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos ainda permanecem instalados no país. Dados da Anatel indicam que mais de 33 mil orelhões ainda estão em funcionamento, enquanto cerca de 4 mil passam por manutenção.

    Na Paraíba, 147 orelhões ainda estão ativos em 75 municípios. Somente em Campina Grande, são cinco aparelhos em funcionamento. Já em Cajazeiras, no Sertão do Estado, existem 9 orelhões, e 7 em Pombal.

    Famosos telefones públicos que chegaram a ser um símbolo nacional, essas caixas grandes começaram a ser retiradas definitivamente das ruas de todo o Brasil em janeiro. A extinção dos aparelhos não será feita de forma imediata em todos os locais. Em janeiro começou, de forma massiva, a remoção das carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível, e não vão passar de 2028.

    A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.

    Por muito tempo os orelhões foram essenciais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000, quando ainda não existia o telefone celular.

    Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa. Foi ali, ao ouvir o clássico “chamada a cobrar”, que muita gente esperava ansiosa até cair a ficha — literalmente — para completar a ligação.

    Recentemente, a cabine telefônica voltou a ganhar evidência entre as gerações mais jovens ao aparecer no cartaz do filme O Agente Secreto, vencedor do Globo de Ouro e indicado pelo Brasil ao Oscar 2026.

    Em O Agente Secreto, filme dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, o telefone público aparece como parte do imaginário da espionagem clássica — um mundo de códigos, encontros rápidos e ligações curtas, feitas longe de casa.

    Um elemento comum a muitos brasileiros ajudou a recriar o cenário da década de 1970  e se tornou um dos símbolos da produção.

    Foto: Divulgação O Agente Secreto

    Na imagem, Marcelo, personagem vivido por Wagner Moura, surge dentro da cabine oval segurando um telefone público.

    Essa icônica cabine telefônica em formato de ovo, que chegou a ter mais de 50 mil unidades espalhadas pelo país, foi projetada por uma arquiteta que nasceu na China, mas viveu a maior parte da vida no Brasil: Chu Ming Silveira.

    A estimativa é que cerca de 30 mil orelhões sejam removidos ao longo deste ano, principalmente em áreas centrais, corredores comerciais e avenidas de grande circulação.

    Severino Lopes

    PB Agora

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr E-mail
    admin
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Deputado Aguinaldo Ribeiro fortalece diálogo com lideranças e projeta futuro político da Paraíba

    31 de janeiro de 2026

    MPPB lança cartilha digital sobre viagens e hospedagens com crianças e adolescentes

    31 de janeiro de 2026

    Banhistas devem evitar quatro trechos de praia do Litoral paraibano

    31 de janeiro de 2026

    Minha Casa, Minha Vida: João Azevêdo entrega mais de 190 apartamentos em Gramame

    30 de janeiro de 2026

    Correios reabrem inscrições para Plano de Desligamento Voluntário

    30 de janeiro de 2026

    MP-Procon e Agevisa interditam restaurante na praia de Coqueirinho, no Litoral Sul da Paraíba

    30 de janeiro de 2026

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Top Posts

    Rússia lança maior ataque aéreo contra a Ucrânia em três anos

    25 de maio de 20257.467 Visualizações

    Por que a ONU depende de Israel para fornecer suprimentos a Gaza?

    25 de maio de 20257.292 Visualizações

    Com boicote da oposição, venezuelanos vão às urnas neste domingo

    25 de maio de 20253.896 Visualizações
    Não perca

    Estação de tratamento de água é prevista para ser instalada no Açude Velho, em Campina Grande

    31 de janeiro de 2026

    Uma estação de tratamento para a água é prevista para ser instalada no Açude Velho,…

    VIROU PASSEIO: com hat-trick de Éverton Heleno, Campinense marca quatro vezes e atropela o Botafogo, no Amigão

    31 de janeiro de 2026

    Prestes a desaparecer das ruas, orelhões vão deixar saudades para paraibanos; locutores e ouvintes recordam tempos áureos

    31 de janeiro de 2026

    Deputado Aguinaldo Ribeiro fortalece diálogo com lideranças e projeta futuro político da Paraíba

    31 de janeiro de 2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    Últimas revisões
    Demo
    Mais popular

    Rússia lança maior ataque aéreo contra a Ucrânia em três anos

    25 de maio de 20257.467 Visualizações

    Por que a ONU depende de Israel para fornecer suprimentos a Gaza?

    25 de maio de 20257.292 Visualizações

    Com boicote da oposição, venezuelanos vão às urnas neste domingo

    25 de maio de 20253.896 Visualizações
    Nossas escolhas

    Em aceno à Rússia, Zelensky propõe zona desmilitarizada em Donetsk

    24 de dezembro de 2025

    Papa Leão XIV comanda sua primeira missa de Natal no Vaticano

    24 de dezembro de 2025

    Saiba por que a árvore é um dos símbolos mais importantes do Natal

    24 de dezembro de 2025

    Assine para atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest YouTube Drible
    • Anunciar
    Copyright © 2024. Todos os Direitos Reservados por agorapb.com.br

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.