Após visita a Bolsonaro na “Papudinha”, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, respondeu a jornalistas que está firme na definição de disputar novamente o governo paulista e que apoiará Flávio Bolsonaro como pré-candidato à Presidência da República.
A declaração soou insossa, sem convicção e sem ânimo. Na verdade, ainda que Tarcísio não queira sair como candidato ao Palácio do Planalto, a expectativa de grande parte do campo conservador não aponta Flávio Bolsonaro como o nome natural para essa disputa.
Até 4 de abril, data-limite para as desincompatibilizações de cargos públicos, muita coisa ainda pode acontecer no tabuleiro político.
Gilberto Kassab, presidente do PSD e articulador experiente verdadeira raposa velha da política nacional, com cerca de mil prefeitos espalhados pelo Brasil já deu um chute certeiro no balde: tirou o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil. Não se sabe exatamente quais promessas foram feitas, mas o fato é que Caiado foi atraído para o PSD, movimento que altera significativamente o xadrez eleitoral.
A feijoada política já começou a ferver. Resta saber, ao final, se virá com bastante carne ou se ficará só na água.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro


