Sem pompa, sem grande cerimonial, Donald Trump acaba de receber o presidente da Colômbia na Casa Branca, em Washington.
Dizem que a melhor maneira de se manter um inimigo sob controle é tê-lo por perto. Ao que tudo indica, foi exatamente essa a estratégia adotada por Trump ao receber Gustavo Petro e, ao que parece, continuará sendo assim com outros presidentes, especialmente da América Latina.
Petro, como se sabe, é um esquerdista de carteirinha, com histórico de envolvimento com movimentos guerrilheiros no passado marcas que, ao que tudo indica, ainda carrega em sua trajetória política e ideológica. O encontro, embora descrito oficialmente como cordial, foi a portas fechadas. E, se houve puxão de orelha, o mundo não presenciou.
Aparentemente, Petro até gostou do formato reservado. Trump, certamente, não perdeu a oportunidade de fazer pedidos claros e advertências diretas, sobretudo em relação às posturas da Colômbia diante dos regimes da Venezuela, Cuba e Nicarágua e, quem sabe, até alguma observação indireta sobre o Brasil.
Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, tem encontro programado com o galego da Casa Branca no próximo mês de março, caso tudo siga nos trilhos e o cenário internacional não sofra novas reviravoltas.
A verdade é que Trump, gostem ou não seus adversários, demonstra estar no controle do tabuleiro geopolítico, especialmente no que diz respeito à América Latina. Seu estilo é direto, imprevisível e, muitas vezes, desconcertante mas eficaz dentro da lógica do poder.
Fato é que Gustavo Petro escapou de um vexame público semelhante ao vivido recentemente por Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Desta vez, não houve constrangimento à vista das câmeras. Tudo ficou restrito às paredes da Casa Branca onde, geralmente, as conversas mais duras acontecem longe dos holofotes.
Elcio Nunes
Cidadão Brasileiro


