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    Pesquisa aponta que Cabral chegou ao Brasil pelo Rio Grande do Norte; paraibano é autor

    adminPor admin29 de novembro de 2025Nenhum comentário8 minutos de leitura0 Visualizações
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    Uma nova pesquisa afirma que Pedro Álvares Cabral e os portugueses chegaram ao Brasil em 1500 não pelo estado da Bahia, mas pelo Rio Grande do Norte. O estudo, que tem o físico paraibano Cláudio Furtado como um dos autores, faz uma análise da carta de Pero Vaz de Caminha, escrita durante a expedição de navegação portuguesa. Além de Furtado, o estudo tem como autor também o físico Carlos Chesman, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

    Cláudio Furtado, que também é secretário de Ciência e Tecnologia do estado, explicou que o projeto para o estudo começou ainda durante a pandemia de Covid-19. O artigo foi publicado no Journal of Navigation, da Universidade de Cambridge, em setembro deste ano.

    No estudo, foram analisados diversos aspectos da carta de Caminha. Entre eles estão:

    • datas contidas no documento
    • distâncias percorridas pelas embarcações
    • referências de localidades
    • descrições da vegetação e de animais

    De acordo com o físico, que as pesquisas que estabeleceram a Bahia como o local de chegada dos portugueses não dispunham de recursos tecnologicos avançados para estudar essas características, e a área era considerada “cinza” na Ciência. Uma das análises que fundamentaram essa ideia, inclusive, foi proposta pelo historiador Francisco Adolfo de Varnhagen, a mando de Dom Pedro II, ainda na época do Império do Brasil.

    “A questão do ‘descobrimento’ aqui no Brasil passou um tempo que não foi analisada, e isso foi que Dom Pedro II que quis saber sobre isso e o Varnhagen ele é contratado para fazer esse trabalho. Então você não tem dados. Tem só alguns dados que o pessoal têm em documentos e não são citados, por exemplo, por documentos portugueses, por isso usamos como referência a carta de Pero Vaz”, disse o pesquisador.

    Ele destacou também que há outros pesquisas bem anteriores, de décadas atrás, que tentaram fundamentar algo nesse contexto de zona cinzenta, da chegada dos portugueses, mas sem sucesso.

    “Anteriormente (o pesquisador) Câmara Cascudo já chama atenção que seria pelo Rio Grande do Norte, mas muito por questão de relatos. Tem um historiador do Rio Grande do Norte também que ele leva que seria no Morro do Careca, em Natal, mas também não tem base dentro dos relatos que realmente tenha sido lá”, ressaltou.

    A análise da carta de Pero Vaz de Caminha

    Representação em pintura dos portugueses aportando no Brasil – Foto: Redes Sociais.

    De acordo com Cláudio Furtado, a análise da carta começou nos detalhes da viagem dos portugueses que resultou na chegada para o Brasil. O físico afirmou que como há correntes marítimas importantes no Oceano Atlântico, que divide as Américas da Europa, devido os movimentos naturais das águas é improvável que as embarcações tenham chegado no Brasil primeiro na Bahia.

    “Quando a gente fez isso, disse olha, pelas condições da física, quando você viesse do hemisfério norte, como Cabral saiu de lá e cruzasse o Equador, que vinha bem próximo aqui do Nordeste, da região do Rio Grande do Norte e Paraíba. Depois você tem um movimento que leva para a Bahia, para a África. Então a gente fez a primeira simulação quando mostrou assim e começamos”, disse.

    A pesquisa aponta que esse movimento das águas, e também do ar, causado pela rotação da Terra, é a chamada força de Coriolis, um conceito importante na física. Essa força foi avaliada a partir de um sistema computacional. Ou seja, a força de Coriolis daquela época não levaria os barcos para a Bahia e, sim, para o Rio Grande do Norte.

    O principal trabalho dos pesquisadores foi remontar as informações da carta.

    Os cálculos

    Em relação aos calculos, o artigo dos pesquisadores traz avaliações detalhadas matematicamente falando entre as distâncias de Portugal, de onde a frota saiu, Cabo Verde, por onde a frota passou, e do Brasil, onde desembarcaram. O estudo calculou os seguintes pontos:

    • De Portugal a Cabo Verde foram percorridos 2.700 km em 13 dias, a uma velocidade de 8,7 km/h;
    • De Cabo Verde para a costa brasileira foi percorrido uma distância de 4.000 km/h, a uma velocidade de 5,6 km/h.

    Essas distâncias e também as velocidades utilizadas pelos pesquisadores são encontradas nas cartas de Pero Vaz.

    “A gente pegou a carta de Pero Vaz de Caminha e a gente fez um detalhamento muito minucioso de tudo que tinha na carta, de informação de distâncias. Você tem que fazer as conversões e uma coisa que tinha que são muito importantes, a questão de tantas mil léguas de Cabo Verde até chegar ao dia do avistamento, que foi de 21 para 22 de Abril e também algo que tem lá é a profundidade. Ele dá com precisão”, disse.

    Cláudio Furtado ressaltou ainda que todas essas informações extraídas da carta são de grande importância, porque se mostraram extremamentes exatas nos testes, mesmo sendo feitas de formas rudimentares por não existr tecnologia na época.

    “Naquela época, a profundidade era medida com uma corda, com um peso, que você media a profundidade que ele tinha naquele momento, até chegar mais à costa”, explicou. 

    Além dos cálculos, os pesquisadores foram no local em que seria o da chegada dos portugueses no Rio Grande do Norte, a Praia do Marco. Entre os estudos feitos no lugar, foram replicadas as medidas de profundidade e distância que os portugueses expuseram na carta.

    “A gente fez analises tanto no ponto de vista computacional quanto de fazer expedição no local. As profundidades batem exatamente com a descrição que tinha na carta. Usamos o traçado que fizemos e conta a quantidade de léguas até o dia do avistamento, é justamente até a chegada na Costa do Rio Grande do Norte”, relatou.

    O que os portugueses teriam avistado no Rio Grande do Norte?

    Barreira do Inferno pode ter sido avistada pelos portugueses no Rio Grande do Norte – Foto: Youtube.

    De acordo com Cláudio Furtado, as descrições na carta de Pero Vaz de Caminha não ficam restritas apenas aos pontos de distância e matemáticos, mas também as descrições do local de avistamento da então chamada “terra de Vera Cruz”.

    A pesquisa afirma que por essas descrições detalhadas do documento histórico, a comparação se ajusta melhor ao que é encontrado na Praia do Marco, no Rio Grande do Norte, e não em Porto Seguro, na Bahia. A carta de Pero Vaz diz o seguinte:

    “E ao quarto dia da nossa chegada aqui, houvemos vista de terra, primeiramente de monte, muito alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs nome – Monte Pascoal; e à terra – Terra de Vera Cruz”, documentou o escritor português.

    Cláudio Furtado aponta que essa paisagem descrita é relativa ao estado do Rio Grande do Norte e que graças à matemática, é possível inclusive saber, somente pelo que foi dito por Pero Vaz, o tamanho do monte, e comparar tanto com o que é visto no estado vizinho à Paraíba e também na própria Bahia.

    “Viram ‘um grande monte, muito alto e redondo, e outros montes mais baixos ao sul. A altura do monte deveria ser entre 70 m e 125 m para ser avistado entre 30 km e 40 km da costa”, diz trecho do estudo.

    Outro trecho do estudo atribui o monte a formação rochosa denominada de Serra Verde,no Rio Grande do Norte. Imagens da pesquisa comparam as costas baianas e potiguar. Veja abaixo.

    “O monte chamado Serra Verde é claramente visível a 30 km da costa e apresenta um monte maior ao centro e outros menores ao sul, exatamente como descrito”, aponta o estudo.

    Imagens da pesquisa, que é possível ver abaixo, comparam as costas baianas e potiguar – Foto: Divulgação.

    Um outro aspecto levantado pelo estudo é a própria baía da região que recebeu as embarcações portuguesas. A pesquisa levanta a hipótese de que seria mais correspondente, geograficamente falando, à costa do Rio Grande do Norte do que as embarcações aportando na Bahia.

    “Outra coisa muito importante é a questão do relevo que tem na carta. Ele relata que vão procurar um porto para atracar, que ele sai magiando a costa e vê formações vermelhas. E assim isso é muito parecido com a Barreira do Inferno, com essa região, e não tem informações desse tipo no litoral da Bahia. O tamanho do porto também, ele diz quantas naus cabia no Porto Seguro. A quantidade de naus que têm na foz que a gente acha que é perto da praia do Marco, em Toros, a descrição bate com a carta”, explicou.

    Os próximos passos do estudo

    Cláudio Furtado avaliou o estudo como uma quebra no pensamento atual do meio científico sobre a chegada dos portugueses.

    “Você quando propõe uma nova proposta, tem que mostrar toda a metodologia científica. Para você contradizer aquela proposta você tem que mostrar que tem falhas em algum procedimento que você fez”, disse, defendendo a pesquisa.

    O físico paraibano inclusive convidou outros pesquisadores de diferentes áreas para contribuir no estudo, que abre espaço para diferentes abordagens, não somente históricas como físicas também. Para isso, vai haver um simpósio em Natal, em abril de 2026.

    “A gente pretende escrever um livro com mais detalhes. E agora em abril, dois dias de abril, ano que vem a gente vai fazer um simpósio Câmara Cascudo lá em Natal para discutir essa questão do descobrimento e, claro, chamar as pessoas, os pesquisadores, para a gente fazer um debate sobre o tema”, explicou.

    Jornal da Paraíba

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