[ad_1]

O afastamento do teatro, segundo ela, serviu para reorganizar prioridades e aprofundar o entendimento do papel da cena. “Agora estou mais madura e entendendo amplamente qual o papel do teatro, não só na cultura, mas na vida corriqueira das pessoas. É muito importante”. O vínculo com o público segue central, menos idealizado, mais consciente: “Continuo reverenciando completamente a minha plateia e apaixonada pelo teatro”.
Fora do palco, Piovani mantém o tom direto que a tornou uma das figuras mais polêmicas das redes. Ao falar sobre violência de gênero, associa o avanço dos casos a uma mudança de poder. “Os homens entenderam que estão perdendo espaço, que cada vez mais mulheres não querem permanecer nesse lugar de abuso em que vivemos há séculos”, afirma. Na comparação entre gerações, aponta o descompasso: “Os homens de hoje estão em pior situação do que seus pais. Nós, mulheres, estamos melhores do que as nossas mães”, conclui.
Comparando Portugal, onde vive, e o Brasil, a atriz observa diferenças institucionais no enfrentamento do machismo. “No Brasil, temos mais leis que nos protegem — ainda que nem sempre sejam aplicadas.” Em Portugal, diz, o atraso é mais básico. “Em Portugal, não há nem lei, nem feminicídio. A palavra não existe, só existe homicídio.” Para ela, o conflito se expressa de forma direta: “E aí eles usam a força, que é a maneira da ignorância se comunicar”, completa.
[ad_2]
Source link

