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Campeã do WTA 500 de Tóquio e vice-campeã em Wimbledon e no WTA Finals, a tenista brasileira Luisa Stefani fez uma temporada de ouro em 2025. Com a parceria recente com a húngara Tímea Babos, a paulista conquistou a melhor colocação no ranking em duplas de sua carreira este ano – atualmente, Stefani ocupa a nona posição na lista mundial.
Em entrevista ao Estadão, a tenista falou sobre a aposentadoria de Babos, próximos passos e a pressão de chegar à um patamar alto no esporte.
A dupla húngaro-brasileira se conheceu a pouco menos de um ano atrás. Tentando garantir uma posição na competição em Lins, Luisa teve que abrir mão de jogar com Ingrid Martins, já que a pontuação das duas não atingiria o valor necessário para entrar no ranking.

Luisa Stefani ao lado de sua dupla na temporada de 2025, Tímea Babos. Foto: Instagram/@luisastefani
“Faltava meia hora pra fechar a inscrição, peguei o telefone, liguei pra ela, falei ‘oi, é a Luísa’ e me apresentei. Aí ela super topou. A gente se inscreveu, jogou, se conheceu em uma semana legal e nos demos super bem dentro e fora da quadra. No final, ganhamos o torneio então obviamente foi um clique muito rápido”, conta a atleta.
Embora a parceria tenha rendido bons resultados nos últimos torneios, a final do WTA Finals foi o último evento da dupla. Babos anunciou recentemente a aposentadoria para a próxima temporada. “Infelizmente, parece que não vamos continuar, mas não por não termos afinidade. É porque acho que não vou conseguir jogar uma temporada completa no ano que vem. Então…”, afirmou Tímea em novembro.
“Não me pegou de surpresa essa decisão dela de se aposentar. Desde o começo eu sabia que talvez fosse o último ano de carreira e isso também foi uma grande motivação pra tentar fazer desta temporada a melhor para nós, para ela terminar com um ano bom. No fim, fomos melhorando tanto durante a temporada no final do ano que até fiquei na dúvida se ela realmente iria querer aposentar, mas ela tá pronta para a família para viver outra fase e foi um ano super especial fiquei feliz de fazer parte da história dela”, compartilha Luisa.
Para 2026, a brasileira retomará sua colaboração com a canadense Gabriela Dabrowski. As duas já jogaram juntas entre 2020 e 2023, época em que conquistaram o WTA 1000 de Montreal e o vice campeonato do WTA de San José e do WTA 1000 de Cincinnati. “Estou super animada para voltar a essa parceria, temos um estilo de jogo super agressivo na rede que eu gosto muito, então estou mega feliz.”
Questionada sobre como foi chegar à final do campeonato em duplas deste ano e ser o primeiro nome brasileiro na fase, a atleta confessa que no começo da temporada não imaginava que alcançaria esse feito.
“Por mais que você tenha confiança que vai ganhar, você tem que performar e essa foi uma das coisas mais legais do Finals, você sempre tem essa pressãozinha. Acho que esse sentimento foi super especial. Chegando na final, estávamos confiantes, mas óbvio que tinha um pouquinho de nervoso. Infelizmente não deu, as meninas fizeram um jogo melhor que a gente, mas a sensação de orgulho e conquista para fechar o ano dessa forma com a Tímea foi especial”, disse a atleta.
Estilo de jogo: ‘A dupla me escolheu’
Sobre o estilo de jogo e o motivo por ter escolhido o as duplas ao invés dos torneios simples, Luísa acredita que a transição foi estratégica e espontânea. “Eu brinco que a vida de dupla me escolheu e não o contrário, porque em 2019 os meus resultados de dupla começaram a melhorar e performar super bem. Eu tive que decidir: optar por ir para os torneios maiores, jogar em dupla, ou ficar competindo simples nos torneios menores.”
O “momento divisor de águas” para a brasileira foi durante sua primeira rodada em Roland Garros, seu primeiro torneio de Grand Slam. Foi naquele momento, que a paulista se encontrou nas duplas de “forma natural”.
“Além disso, o tênis acaba sendo um esporte individual, mas eu sinto que nas duplas é um trabalho em equipe e gosto disso. A equipe por fora também faz toda a diferença, mas acho que o jogo de rede, que é o que eu faço de melhor, também é o que mais ajuda nas duplas. A combinação de tudo favoreceu essa escolha”, completa.
Apesar da preferência, ela garante que ter uma parceira não divide a pressão dos jogos. Para Stefani é essencial que haja entrosamento entre os jogadores para que as conquistas aconteçam, para ela é “legal ter que decifrar” como seus pares se comportam e se adaptar à uma nova colaboração. “Tem um pouco de jogo de cintura ali para conseguir ser mais flexível, não fazer as coisas só do seu jeito e aproveitar a pessoa do seu lado para trazer o máximo dela”.
O calor da torcida brasileira
Assim como a maioria dos atletas, Luisa concorda que a torcida brasileira é a melhor e confessa adorar encontrar os fãs nos torneios ao redor do mundo. “Sem dúvida, a torcida do Brasil é a melhor, não tem nem competição. O mais legal é que a gente tem brasileiro no mundo inteiro, isso é o que mais me anima, não importa em qual país sempre tem brasileiro por lá”, finaliza.
Natural de São Paulo, a esportista completa contando que este ano competiu pela primeira vez o SP Open e pôde estar perto de casa ao lado dos amigos e família: “é uma memória incrível, realmente muito especial”.
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