Reflexo da guerra no Oriente Médio, o petróleo Brent ultrapassou os US$ 105 (cerca de R$ 565,29) por barril hoje, segunda-feira (16/03), enquanto os países do Golfo relatavam mais ataques do Irã. A guerra travada entre EUA-Israel contra o Irã entra em sua terceira semana.
O barril de Brent, o padrão internacional, caía 0,34% por volta das 8h10, cotado a US$ 102,79. O preço apresentou uma leve queda após abrir acima de US$ 106 (cerca de R$ 556,87) por barril. Apesar da oscilação, o valor acumula alta superior a 40% desde o início do conflito. Já o petróleo de referência dos EUA também registrava recuo, mas mantém valorização próxima de 50% no período.
O petróleo bruto de referência dos EUA operava em queda de 0,86%, para US$ 96,01 (cerca de R$ 516,77) por barril. A valorização acumulada desde o início da guerra é de quase 50%.
No mercado de ações, o índice Nikkei 225 de Tóquio caiu 0,4%, para 53.609,49, enquanto o Kospi da Coreia do Sul subiu 0,6%, para 5.521,17.
A tensão no Estreito de Ormuz intensificou a preocupação com o abastecimento global. Segundo relatos do mercado, a interrupção do tráfego de cargas na região elevou a incerteza, levando produtores a reduzir a produção. A empresa Rystad Energy estima que mais de 12 milhões de barris por dia deixaram de ser produzidos em pouco mais de uma semana.
O impacto não se limita ao setor energético. Bolsas asiáticas fecharam em direções distintas, enquanto os futuros dos índices americanos operavam em alta nesta manhã, após novas perdas em Wall Street na última sexta-feira (13).
A escalada dos preços do petróleo aumenta a pressão sobre a inflação global e pode dificultar decisões de política monetária, especialmente nos Federal Reserve. Com o aumento das expectativas inflacionárias e dados recentes mostrando alta nos preços ao consumidor, investidores acompanham de perto os próximos movimentos econômicos em meio ao cenário de guerra e instabilidade no Oriente Médio.
Em pouco mais de uma semana desde o fechamento do Estreito de Ormuz, mais de 12 milhões de barris de petróleo equivalente por dia deixaram de ser produzidos, de acordo com a empresa de pesquisa independente Rystad Energy.
No entanto, segundo relatos, alguns navios-tanque atravessaram o estreito, aumentando a incerteza.
Se a guerra continuar a prejudicar a produção e o transporte de petróleo do Golfo Pérsico, poderá causar um aumento prejudicial da inflação.
Os membros da Agência Internacional de Energia estão disponibilizando um número recorde de 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas de emergência, embora isso pareça ter feito pouco para tranquilizar os mercados.
Redação

