Fechar menu
Agora PB

    Assine atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    O que há de novo

    Governo da Paraíba decreta ponto facultativo durante o Carnaval; confira as datas

    14 de fevereiro de 2026

    MPE endurece regras e pode multar em até R$ 30 mil quem usar IA para espalhar fake news nas eleições

    14 de fevereiro de 2026

    Tigre Fest 2026 divulga programação completa com horários definidos

    14 de fevereiro de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    • Anunciar
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Agora PBAgora PB
    • Início
    • Últimas notícias
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Internacional
    • Política
    • Contato
      • Política de Privacidade
      • Termos De Uso
    Agora PB
    Lar»Brasil»Direitos humanos, execução penal e tecnologia, uma nova fronteira para a ressocialização
    Brasil

    Direitos humanos, execução penal e tecnologia, uma nova fronteira para a ressocialização

    adminPor admin22 de dezembro de 2025Nenhum comentário4 minutos de leitura0 Visualizações
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Tumblr E-mail
    Compartilhar
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest E-mail

    [ad_1]

    O Direito Penal contemporâneo enfrenta o desafio de compatibilizar a repressão estatal à criminalidade com a proteção da dignidade da pessoa humana em todas as fases do sistema de justiça.

    Se o processo penal tem como finalidade apurar responsabilidade e punir o infrator, a execução penal orienta a reconstrução do indivíduo, reafirmando o compromisso constitucional e humanista de que a pena deve promover transformação, e não degradação.

    Aliás, vale desde já advertir, que em um Estado Democrático de Direito, o Estado não vinga, pois, ao perseguir o homem que cometeu um crime para puni-lo, o que se está realizando é a própria justiça, que pode ser retributiva, mas jamais vingativa.

    Essa distinção entre as etapas no sistema penal, deve ser sempre observada, inclusive quanto à vocação dos agentes do Estado encarregados dessas etapas.

    Assim, na etapa da persecução penal que visa a apuração da materialidade e da autoria do delito, o objetivo é condenar o indivíduo que cometeu um crime. Já na etapa da execução penal, o objetivo é, ao se impôr o cumprimento da pena, recuperar o homem, mudando totalmente o escopo estatal, que passa da aplicação da resposta com a condenação, para a execução da pena que deverá resgatar o homem para que não volte a delinquir.

    Os objetivos da pena reforçam esse sentido, posto que a pena tem efeito de prevenção geral e especial. Na prevenção geral, se destina a servir de exemplo, para que o condenado, em tese, seja um modelo de comportamento a ser evitado, pois quem comete um crime será punido. Esta finalidade visa a dissuadir qualquer homem do cometimento de um crime.

    Já na prevenção especial, o foco é o próprio condenado, para que ele seja desestimulado a reiterar em sua conduta criminosa, convencido de que não deverá reincidir, mostrando a ele que existem outras formas de se conduzir em sociedade, acatando os limites da lei.

    A Constituição Federal e os tratados internacionais de Direitos Humanos estabelecem que o cumprimento da pena deve ocorrer sob condições compatíveis com a integridade física, moral e psicológica do sentenciado.

    A execução penal jamais deverá representar o prolongamento do sofrimento, mas o início de uma nova etapa na vida do condenado, na qual o Estado tem o dever de oferecer meios concretos para a sua ressocialização. A pena, neste sentido, deixa de ser uma resposta meramente retributiva e passa a assumir função social, preventiva e humanizadora.

    Nessa etapa da execução penal, ganha maior relêvo a necessidade da observância da dignidade da pessoa humana, pois, não é porque alguém cometeu um crime, que ao ser condenado, perde seus direitos humanos e sua dignidade, primados constitucionais inalienáveis.

    É nesse cenário, que a tecnologia surge como um instrumento eficaz, tanto para a efetividade do cumprimento da pena de forma justa, com fiscalização adequada, como para a ressocialização do condenado. Vale dizer, a tecnologia auxilia o estado e o próprio condenado.

    CONTiNUA APÓS PUBLICIDADE

    Trata-se, pois, de um elemento estratégico para qualificar a gestão prisional, organizar fluxos, reduzir arbitrariedades e ampliar oportunidades educacionais e profissionais. Sistemas informatizados permitem controle transparente das condições carcerárias, acompanhamento das progressões de regime, registro de trabalho e estudo, e fiscalização mais eficiente dos direitos assegurados na Lei de Execução Penal.

    Por outro lado, a utilização de algoritmos e bases de dados estruturadas possibilita avaliações individualizadas, tornando a execução mais justa, mais pessoal, mais individualizada e menos sujeita à discricionariedade.

    Assim, a educação digital representa outra inovação transformadora, com as plataformas de ensino à distância, que permitem o acesso a cursos de qualificação profissional, formação técnica e até ensino superior, mesmo em unidades prisionais com estrutura limitada. O aprendizado em informática, programação e suporte tecnológico amplia as perspectivas de inserção no mercado de trabalho e contribui decisivamente para a redução dos índices de reincidência.

    O monitoramento eletrônico (tornozeleira), quando empregado com rigor jurídico, também evita encarceramentos desnecessários e permite ao apenado manter vínculos familiares e comunitários, fatores reconhecidos pela criminologia como essenciais para a recuperação social.

    A tecnologia fortalece, portanto, a capacidade do Estado de fiscalizar e acompanhar o condenado, sem abrir mão do respeito, da proporcionalidade e da humanidade que devem estar presentes nessa fase de execução penal.

    A convergência entre Direitos Humanos, Execução Penal e Tecnologia aponta para um modelo penal mais eficiente, mais transparente e mais comprometido com a dignidade humana. Punir continua sendo necessário, mas recuperar é indispensável. Em um Estado Democrático de Direito, insiste-se, a justiça não se mede pela severidade das penas, mas pela capacidade de transformar vidas e promover segurança duradoura. A execução penal, quando iluminada pelos Direitos Humanos e impulsionada pela tecnologia, cumpre sua verdadeira missão, que é de oferecer uma oportunidade de recomeço e fortalecer a paz social, objetivo maior da justiça.

    [ad_2]

    Source link

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr E-mail
    admin
    • Local na rede Internet

    Related Posts

    Secretário que matou filho e se matou era genro do prefeito

    13 de fevereiro de 2026

    Dias bons, dias ruins e Dias Toffoli

    12 de fevereiro de 2026

    PF revela que Vorcaro teria relatado pagamento de R$ 20 milhões à empresa de Toffoli

    12 de fevereiro de 2026

    Especialista alerta que pais não devem postar imagens de crianças no carnaval

    12 de fevereiro de 2026

    PF pede a Fachin suspeição de Toffoli no inquérito do Banco Master

    12 de fevereiro de 2026

    Fachin decidirá sobre permanência de Toffoli em inquérito do caso Banco Master

    12 de fevereiro de 2026

    Deixe uma resposta Cancelar resposta

    Top Posts

    Rússia lança maior ataque aéreo contra a Ucrânia em três anos

    25 de maio de 20257.468 Visualizações

    Por que a ONU depende de Israel para fornecer suprimentos a Gaza?

    25 de maio de 20257.293 Visualizações

    Com boicote da oposição, venezuelanos vão às urnas neste domingo

    25 de maio de 20253.897 Visualizações
    Não perca

    Governo da Paraíba decreta ponto facultativo durante o Carnaval; confira as datas

    14 de fevereiro de 2026

    O Governo da Paraíba decretou, por meio do Diário Oficial do Estado deste sábado (7),…

    MPE endurece regras e pode multar em até R$ 30 mil quem usar IA para espalhar fake news nas eleições

    14 de fevereiro de 2026

    Tigre Fest 2026 divulga programação completa com horários definidos

    14 de fevereiro de 2026

    Homem é morto com mais de 30 tiros e tem mãos decepadas, em cidade da PB

    14 de fevereiro de 2026
    Manter contato
    • Facebook
    • YouTube
    • TikTok
    • Whatsapp
    • Twitter
    • Instagram
    Últimas revisões
    Demo
    Mais popular

    Rússia lança maior ataque aéreo contra a Ucrânia em três anos

    25 de maio de 20257.468 Visualizações

    Por que a ONU depende de Israel para fornecer suprimentos a Gaza?

    25 de maio de 20257.293 Visualizações

    Com boicote da oposição, venezuelanos vão às urnas neste domingo

    25 de maio de 20253.897 Visualizações
    Nossas escolhas

    Em aceno à Rússia, Zelensky propõe zona desmilitarizada em Donetsk

    24 de dezembro de 2025

    Papa Leão XIV comanda sua primeira missa de Natal no Vaticano

    24 de dezembro de 2025

    Saiba por que a árvore é um dos símbolos mais importantes do Natal

    24 de dezembro de 2025

    Assine para atualizações

    Receba as últimas notícias criativas sobre arte, design e negócios.

    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest YouTube Drible
    • Anunciar
    Copyright © 2024. Todos os Direitos Reservados por agorapb.com.br

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.