O Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (6) publicou a exoneração do professor Rangel Júnior da presidência da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq). O ato, assinado pelo governador João Azevêdo (PSB), atende a pedido do próprio dirigente, que solicitou o desligamento do cargo. No mesmo documento, foi nomeado o professor Almicar Rabelo para assumir a função.
Rangel Júnior informou que a decisão de deixar a fundação havia sido tomada ainda em novembro, em clima descrito como tranquilo e consensual, e que a mudança já vinha sendo discutida internamente há cerca de dois meses.
A Fapesq é vinculada à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior e tem como missão fomentar a pesquisa científica, tecnológica e de inovação em todo o território paraibano. A instituição apoia projetos estratégicos em áreas como saúde, educação, tecnologia da informação e agropecuária, oferecendo bolsas, financiamentos e suporte técnico a pesquisadores e centros de investigação.
Durante sua gestão, Rangel Júnior acompanhou programas voltados à formação de recursos humanos qualificados e à criação de ambientes favoráveis à inovação. Com a posse de Almicar Rabelo, o governo pretende dar continuidade a essas iniciativas, mantendo editais e chamadas públicas em andamento e garantindo que os projetos aprovados sigam sem interrupções.
Almicar Rabelo assume a presidência da Fapesq com a responsabilidade de fortalecer a rede de pesquisa local, ampliar parcerias acadêmicas e privadas e conduzir novas iniciativas que elevem a competitividade do estado em ciência e tecnologia.
Rangel Júnior encerra seu ciclo à frente da fundação e se prepara para novos desafios profissionais, enquanto a comunidade científica paraibana acompanha os próximos passos da nova gestão.
O professor esteve à frente da reitoria da UEPB por dois mandatos consecutivos, entre 2012 e 2020, e ocupou outras funções administrativas na instituição. Durante sua trajetória, protagonizou embates públicos com o então governador Ricardo Coutinho (PT), defendendo maior repasse de recursos à universidade. Em 2022, Rangel chegou a ensaiar uma candidatura ao Senado pelo PCdoB, mas desistiu da disputa.


