O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 27, que viajará aos Estados Unidos no começo de marco para se encontrar com o presidente americano Donald Trump em Washington.
“Espero marcar com o presidente Trump, no começo de março eu vou fazer uma viagem a Washington porque os Estados Unidos e o Brasil são as duas principais democracias do Ocidente e eu acho que dois chefes de Estado precisam conversar olhando um no olho do outro, sabe, para que a gente possa discutir as boas relações entre Brasil e Estados Unidos”, disse Lula a jornalistas ao chegar ao Panamá para o Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.
“Eu estou convencido de que a gente vai voltar à normalidade logo logo, que a gente vai fortalecer o multilateralismo e que a gente vai fazer com que as economias voltem a crescer, porque é isso que o povo espera de todos nós”, afirmou Lula.
Lula afirmou ainda que conversou, por exemplo, com o presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente do Chile, Gabriel Boric, para discutir questões de multilateralismo. O presidente falou por telefone com Trump nesta segunda e, entre outros temas, conversou sobre o Conselho da Paz, órgão que seria controlado pelo americano e que pode rivalizar com a Organização das Nações Unidas.
O Brasil foi convidado por Trump a integrar o órgão, mas ainda não respondeu oficialmente ao convite. Ao comentar o tema, o petista propôs que o Conselho se limite à questão da Faixa de Gaza. Cerca de 30 nações, como Argentina, Paraguai, Indonésia e Arábia Saudita, já aceitaram integrar o órgão. Outras como França e Noruega rejeitaram o convite.
Os dois também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela, onde a antiga vice de Nicolás Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu o poder em caráter interino desde a intervenção americana em 3 de janeiro. “O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, comunicou o Planalto.
A viagem de Lula aos Estados Unidos também foi discutida na conversa entre os líderes, mas o Planalto não tinha informado previsão de data.
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