Após a decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou o trancamento da principal ação penal da Operação Calvário, o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho se manifestou publicamente por meio das redes sociais. Em uma publicação extensa em seu perfil no Instagram, Ricardo afirmou que o desfecho representa um momento em que “a verdade chega, vence e liberta”.
A decisão foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF, e encerrou a principal denúncia da Operação Calvário, investigação que, segundo o ex-governador, teria sido utilizada para tentar destruir sua trajetória política e a de aliados ao longo de seis anos, sem a apresentação de provas consistentes.
No texto, Ricardo Coutinho reafirma sua inocência e diz que nunca deixou de sustentar a própria defesa, mesmo diante do que classifica como uma perseguição prolongada. Ele ressalta, no entanto, que processos dessa natureza deixam marcas profundas que não aparecem nos autos judiciais, mas atingem diretamente a vida pessoal e familiar.
Em um dos trechos mais sensíveis da postagem, o ex-governador relata perdas pessoais ocorridas durante o período em que esteve sob investigação. Segundo ele, perdeu dois filhos: um deles, Henri, que está vivo, mas de quem afirma estar afastado há três anos; e outro, Vinícius, que nasceu prematuramente, com apenas cinco meses de gestação, e viveu por poucos instantes. De acordo com o relato, a única causa identificável para o fim da gestação teria sido a pressão psicológica vivenciada por sua esposa, Amanda, e pela família.
Ricardo também afirma que outros investigados na Operação Calvário enfrentaram perdas semelhantes, com familiares que morreram sem ver, segundo ele, a reparação das injustiças cometidas. Em sua avaliação, forças que instrumentalizam o sistema de Justiça para interferir no cenário político continuam atuantes.
O ex-governador faz críticas ao que chama de reprodução acrítica de uma narrativa pela mídia, sem questionamentos sobre a existência de provas. Ele menciona abusos de poder, prisões que considera injustificadas e destruição de reputações, argumentando que acusações deveriam se sustentar exclusivamente em provas legais.
Para Ricardo Coutinho, a decisão do STF representa o início do restabelecimento da Justiça, mas não deve ser encarada como um ponto final. Segundo ele, as próximas etapas envolvem disputas políticas e históricas, que, em sua visão, devem ser dedicadas ao povo da Paraíba.
Ao encerrar a mensagem, o ex-governador afirmou seguir de “cabeça erguida”, com a consciência tranquila e a convicção de que “nenhuma mentira resiste para sempre”.
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