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    CULTURA & ENTRETENIMENTO

    De florestas mágicas à Amazônia real: cinema infantil nacional volta a sonhar grande; veja estreias

    adminPor admin20 de dezembro de 2025Nenhum comentário10 minutos de leitura4 Visualizações
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    Dezembro marca o início de um momento especial para o cinema infantil brasileiro. Na temporada das férias escolares, três produções brasileiras chegam aos cinemas quase simultaneamente, apostando na força de personagens já queridos pelo público e em histórias enraizadas na cultura do país.

    D.P.A. 4 – O Fantástico Reino de Ondion, que estreou em 4 de dezembro em 700 salas, abre o ciclo. Logo em seguida, no dia 25, chega Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul, animação que marca o retorno de uma personagem que ensina gerações de crianças a amar e preservar a natureza desde os anos 2000. E, em 15 de janeiro, será a vez de O Diário de Pilar na Amazônia, primeira adaptação em live-action para o cinema da série de livros de Flávia Lins e Silva, que já vendeu mais de 800 mil cópias no Brasil.

    O movimento não é casual. Depois dos anos difíceis da pandemia, o cinema brasileiro infantil experimenta uma retomada significativa. Mais do que isso: as produções infantis que chegam agora aos cinemas representam uma nova era, como define Flávia Lins e Silva, criadora tanto de D.P.A. quanto do Diário de Pilar. Para a roteirista, o cinema infantil precisa ser levado a sério. “Filme para a infância não é filme baratinho, pequenininho. É filme com tudo. Tem efeito, tem desafios enormes”, diz.

    A aventura tecnológica de Ondion

    Quarto filme da franquia que já levou quase 3 milhões de espectadores aos cinemas, D.P.A. 4 amplia o universo dos detetives Mel, Zeca e Max ao transportá-los para o reino mágico de Ondion, um lugar já mencionado na série do Gloob, mas nunca explorado visualmente. Para dar vida a esse mundo de duendes, florestas encantadas e castelos reais, o diretor Mauro Lima recorreu a tecnologias de ponta, incluindo painéis de LED e cenários criados no softawre Unreal Engine, o mesmo usado em games como Hogwart’s Legacy e Fortnite.

    ‘D.P.A. 4’ entra em um mundo mágico e inédito Foto: Paris Filmes/Divulgação

    O diretor descreve o processo como “uma união entre criatividade e tecnologia”, numa forma muito diferente da que estava acostumado em termos de set de filmagem. O desafio maior foi filmar com elementos que não estavam presentes durante as gravações — personagens mágicos, criaturas fantásticas — exigindo um trabalho cuidadoso de direção de atores mirins que precisavam interagir com o vazio.

    Para Lima, a escolha de explorar Ondion coincidiu felizmente com o avanço dessas tecnologias, o que permitiu “explodir na criatividade com a consciência de que muito do que seria impossível numa produção brasileira como feita até então, agora poderia ser explorado”.

    A produção também representa um amadurecimento da franquia. Enquanto a série de TV é voltada para o público infantil, os filmes buscam conversar com um espectro mais amplo — crianças, mas também seus pais. É a lógica do “filme família”, como define Lima, onde cada faixa etária encontra sua camada de entretenimento.

    O desafio de transportar a floresta para a tela

    Se D.P.A. 4 aposta na fantasia tecnológica, Tainá e os Guardiões da Amazônia e O Diário de Pilar na Amazônia enfrentam outro tipo de desafio: representar com fidelidade e beleza a Amazônia brasileira.

    Para Jordan Nugem e Alê Camargo, diretores da animação de Tainá, a missão foi adaptar o visual da série animada pré-escolar para a grandiosidade da tela de cinema. “Quando a gente fala de longa, a gente tem que trazer todo esse material que foi feito para uma tela de TV para uma tela grande”, explica Nugem. Foi um trabalho minucioso de pré-produção para respeitar a marca já conhecida enquanto se trabalhava uma iluminação mais detalhada e cinematográfica.

    O roteirista Gustavo Colombo explica que o filme precisava conversar com diferentes públicos. Na série original não há vilões nem conflitos maiores, apenas aventuras. Para o cinema, foi preciso adicionar esses elementos sem perder a essência. A solução foi criar uma história de origem — um prequel que mostra a jornada de Tainá para se tornar uma guardiã, com a ajuda da sábia Mestra Aí, interpretada por Fafá de Belém.

    ‘Tainá e os Guardiões da Amazônia: Em Busca da Flecha Azul’ é animação vibrante, colorida e educativa Foto: Paris Filmes/Divulgação

    Já a equipe de O Diário de Pilar na Amazônia enfrentou os desafios práticos de filmar na região amazônica. O diretor Eduardo Vaisman conta que a equipe percorreu Belém, Alter do Chão e Santarém, no Pará, em busca das locações perfeitas. O aprendizado foi imediato: era impossível controlar a natureza. Rios mudavam de nível, praias apareciam e desapareciam, e locações ficavam inacessíveis dependendo da época.

    “O barqueiro falava: ‘olha, mas vocês querem voltar em dezembro, em janeiro? Isso vai estar totalmente diferente’”, relembra Vaisman. A equipe teve que abraçar essa imprevisibilidade e usá-la a seu favor. Houve momentos em que dispuseram de apenas quatro horas para filmar determinadas cenas antes que a água baixasse e o barco encalhasse. “Esse aprendizado de respeitar a natureza foi superimportante”, resume o diretor.

    A produção também contou com o trabalho de botânicos para garantir que mesmo as cenas filmadas no Rio de Janeiro — por questões logísticas e de segurança com as crianças — mantivessem a autenticidade visual da floresta amazônica. O resultado é um filme leva o espectador a uma viagem pela região.

    DNA brasileiro

    Os três filmes compartilham algo fundamental: são histórias profundamente brasileiras. Seja na Amazônia de Tainá e Pilar, seja no universo mágico inspirado no folclore de Ondion, as produções apostam na força de narrativas enraizadas na cultura nacional.

    Flávia Lins e Silva, que participou ativamente da busca pelas locações de O Diário de Pilar, tinha um objetivo claro. “Eu queria muito que eles imprimissem a Amazônia mesmo, para o público se sentir viajando no cinema”, diz. A autora insistiu para que a equipe conhecesse Alter do Chão e outros pontos fundamentais da região. Afinal, ela própria fez uma viagem de barco de Manaus a Santarém para escrever o livro original.

    Para o diretor Rodrigo Van Der Put, a importância vai além do entretenimento. “É importante falar com a criança, fazer essa formação mesmo. Porque você tem que estar acostumado a se ver na tela e na tela grande”, defende.

    A questão da representatividade perpassa todas as produções. Tainá traz personagens indígenas e ribeirinhos em posição de protagonismo, enquanto O Diário de Pilar apresenta seres do folclore amazônico como o Curupira e a Iara. São elementos que conectam as crianças brasileiras à sua própria cultura, criando um sentimento de pertencimento.

    Entre o pop e o didático

    Um dos desafios mais delicados dessas produções é equilibrar a mensagem ambiental — inevitável quando se fala da Amazônia — com a necessidade de entreter. Os três filmes abordam a preservação da natureza, mas buscam fazer isso de forma orgânica, sem soar professoral.

    Gustavo Colombo explica a estratégia de Tainá: trazer a mensagem de preservação de modo que as crianças não apenas ouçam, mas sintam a importância da floresta. “As crianças, pelo que a gente viu nas sessões, sentem isso vendo”, observa o roteirista.

    Jordan Nugem reforça o compromisso com a seriedade do tema, mesmo em uma produção infantil. Segundo ele, a equipe tentou trabalhar a questão ambiental “de uma forma super honesta com o público, e tentar demonstrar o quanto importante é o que está sendo debatido no filme”, mas sempre de forma adequada à faixa etária, sem tirar o peso da mensagem.

    Ao mesmo tempo, os filmes se esforçam para ter uma “cara pop”, como define Colombo. Referências contemporâneas, piadas visuais, músicas cativantes — tudo para que as produções brasileiras possam competir em pé de igualdade com os blockbusters estrangeiros que dominam as telas.

    ‘O Diário de Pilar na Amazônia’ coloca o sucesso das livrarias nas telonas Foto: Disney/Divulgação

    O desafio da bilheteria

    O momento de lançamento é estratégico, mas também arriscado. As férias escolares de dezembro e janeiro tradicionalmente atraem famílias aos cinemas, mas a concorrência é feroz. D.P.A. 4 estreou praticamente junto com Five Nights at Freddy’s 2, enquanto Tainá enfrentará o peso de Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada e do gigantesco Avatar: Fogo e Cinzas.

    Gustavo Colombo admite o desafio. “A gente vai ter uma grande dificuldade agora, no lançamento dia 25 de dezembro, porque a gente espera que a gente chegue no máximo de salas possível”, diz. O roteirista brinca com o fenômeno “Barbenheimer”, sugerindo que o público assista a Tainá e Bob Esponja juntos — “a Bobiná”, por exemplo.

    Jordan Nugem contextualiza o problema mais amplo: o cinema como um todo está vivendo um momento difícil. “Não só produções nacionais, mas internacionais, as pessoas estão indo menos ao cinema após a pandemia”, observa. O streaming consolidou-se como primeira opção de entretenimento, e o cinema precisa se reinventar como evento.

    Mas Colombo discorda parcialmente dessa análise. Para ele, o problema não é a falta de público nos cinemas. “Se a gente olhar o top 50 de bilheterias no Brasil, na história, das 50 maiores, 40 são de 2010 para cá. Ou seja, as pessoas estão indo no cinema, estão batendo recordes de bilheterias, só que a gente não está conseguindo se comunicar com esse público”, pondera.

    O cinema infantil brasileiro tem um trunfo importante, segundo Colombo: ele consegue superar preconceitos. “Várias pessoas que viram Tainá, uma geração que viu o live-action dos anos 2000, falam: ‘eu cresci com o Tainá, eu quero ver de novo’”, observa. Criar essa relação afetiva na infância é fundamental para construir um público duradouro.

    Formando público

    Talvez o maior legado desses três filmes esteja além das bilheterias de 2025 e 2026. As produções infantis têm o poder de formar uma geração de espectadores que crescerão familiarizados com o cinema brasileiro, sem os preconceitos que ainda afastam parte do público adulto.

    Van Der Put alerta para a importância desse processo. “Se a criança não vai ao cinema ver a sua cultura, ver a sua história, talvez ela, quando cresça, vai ser uma adolescente que também não vai ver as suas histórias. Porque ela tem um estranhamento com aquilo”, defende.

    É um investimento de longo prazo. Crianças que se emocionam com Tainá, que se divertem com os Detetives do Prédio Azul, que viajam com Pilar pela Amazônia, têm mais chances de se tornarem adultos que valorizam e consomem cinema brasileiro. É o que Flávia Lins e Silva chama de “militância” — não apenas fazer filmes, mas construir uma cultura cinematográfica nacional.

    O cenário ainda é desafiador. O cinema brasileiro respondeu por 16,5% do público nas salas até junho de 2025, segundo dados da Ancine — um número expressivo, mas que ainda deixa margem para crescimento. As três produções que chegam agora carregam a responsabilidade de provar que histórias brasileiras, contadas com qualidade e investimento, podem disputar as férias de igual para igual com as superproduções internacionais.

    Por enquanto, a expectativa é positiva. D.P.A. 4 iniciou sua trajetória em 700 salas, um número significativo que demonstra a confiança dos exibidores na franquia. Tainá traz o peso de uma marca consolidada há mais de duas décadas. E O Diário de Pilar aposta no carinho de milhares de leitores que cresceram com os livros da personagem.

    “Eu espero que o público, especialmente o público infantil, tenha um bom momento no cinema, [que o filme] consiga prender a atenção deles, que se divirtam”, resume Jordan Nugem. “E que eles consigam também passar essa mensagem tão importante que o filme carrega, de preservação da natureza”.

    Mais do que bilheteria, o sucesso dessas produções será medido também por sua capacidade de manter viva a chama do cinema infantil brasileiro — um segmento fundamental, mas historicamente negligenciado, que agora ganha nova força e visibilidade. São três filmes, três apostas, três histórias profundamente brasileiras disputando um lugar no coração e na memória de uma nova geração.

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