A final da Libertadores de 2025 reservou um capítulo especial e profundamente emocionante para a história recente do Flamengo. Entre os campeões que chegaram à tão sonhada Glória Eterna, estava Dyogo Alves, goleiro de 21 anos que viveu uma das páginas mais dolorosas do clube: o incêndio no Ninho do Urubu, em 2019, que vitimou dez jovens atletas da base.
Seis anos após sobreviver à tragédia, Dyogo fez parte do elenco que conquistou o tetracampeonato da Libertadores, uma história marcada por superação, fé e resiliência.
Antes da partida decisiva deste sábado (29), o goleiro concedeu uma declaração que emocionou torcedores e profissionais do futebol:
“Faz pensar por eles. Todos queriam estar aqui e ter essa oportunidade. Sei que estão em um lugar melhor que a gente. Deus naquela hora não queria me levar, queria deixar para fazer história com a camisa do Mengão ou de outro clube”.
As palavras de Dyogo ecoaram entre os fãs rubro-negros, que viram o jovem atleta como um símbolo da força e da continuidade de um legado interrompido prematuramente.
Dyogo Alves assinou seu primeiro contrato profissional em março de 2020. Atualmente, é a terceira opção no gol rubro-negro, atrás do argentino Rossi e de Matheus Cunha, mas sua presença no elenco campeão carrega um peso simbólico que transcende o campo.
A trajetória do jovem goleiro representa não apenas um triunfo esportivo, mas também uma homenagem silenciosa aos amigos que se foram e um testemunho de reconstrução pessoal e profissional.
Uma história que emociona, inspira — e engrandece ainda mais o tetracampeonato do Flamengo.
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